O Ministério da Economia disse que o contrato de concessão do Castelo de Vila Nova de Cerveira continua válido e que o concessionário mantem o interesse na instalação de um hotel ao abrigo da concessão do imóvel.
“O imóvel referente ao Castelo de Vila Nova de Cerveira é propriedade do Estado português, sendo a entidade concedente, em sua representação, a Estamo – Participações Imobiliárias, S.A. O contrato de concessão encontra-se válido, mantendo o concessionário o interesse no desenvolvimento do projeto e consequente reabilitação do imóvel”, indicou o Ministério da Economia e Coesão Territorial, em resposta a questões da Lusa.
O castelo foi concessionado em 2019, no âmbito do programa Revive, mas até agora a obra nunca avançou e, em 2023, o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, manifestou à Lusa a intenção de reverter a concessão do imóvel que prevê a reconversão em hotel.
Rui Teixeira afirmou que o atual Executivo municipal, de maioria socialista, “não quer que o ‘ex-líbris’ do concelho seja transformado em hotel, até porque existem atualmente três projetos privados” na área do alojamento e hotelaria.
Em 2024, a empresa e a autarquia trocavam acusações relacionadas com o castelo mandado construir pelo rei Dom Dinis, classificado como monumento nacional e onde funcionou, entre 1982 e 2008, uma Pousada de Portugal, encerrada pelo grupo Pestana a pretexto de obras de reabilitação.
A secretaria de Estado do Turismo anunciou em outubro de 2019 a reabertura, em 2021, do Castelo de Vila Nova de Cerveira transformado em hotel de quatro estrelas, num investimento estimado em cerca de três milhões de euros.






