O CDS-PP pediu, esta sexta-feira, o agendamento de um debate urgente no Parlamento Europeu sobre o narcotráfico marítimo no Atlântico, alertando para um “agravamento” da situação, com a crescente atividade de “redes criminosas transnacionais” ligadas às rotas da cocaína.
Num comunicado divulgado esta sexta-feira, em Bruxelas, a eurodeputada Ana Miguel Pedro aponta para uma “escalada particularmente preocupante” da violência e da “sofisticação operacional” associadas ao tráfico marítimo de droga, na sequência de incidentes recentes em Espanha e Portugal.
Como exemplo desse agravamento, a eurodeputada refere a morte de agentes da Guardia Civil, em Huelva, no sul de Espanha, durante uma operação relacionada com uma “narcolancha”.
“As organizações criminosas recorrem cada vez mais a métodos altamente sofisticados, incluindo embarcações semissubmersíveis e lanchas rápidas de elevada potência, capazes de operar ao longo do Atlântico com grande mobilidade e dificuldade de intercepção”, refere Ana Miguel Pedro.
Segundo a eurodeputada do CDS-PP, estas redes utilizam “rotas transatlânticas cada vez mais complexas”, frequentemente ligadas à África Ocidental, explorando “cadeias logísticas marítimas altamente adaptáveis” para introduzir cocaína no espaço europeu.
A eurodeputada considera que a costa atlântica da Península Ibérica está sob “pressão crescente” destas organizações criminosas, considerando que a situação levanta “sérias questões” relacionadas com segurança marítima, controlo das fronteiras externas da União Europeia e combate ao crime organizado transnacional.
APRENSÕES RECORDE
A eurodeputada destacou ainda o impacto do narcotráfico em Portugal, apontando para os números recentes das apreensões realizadas pelas autoridades nacionais.
“Em 2024, Portugal registou um recorde de 23 toneladas de cocaína apreendidas, principalmente nos seus portos”, afirmou, considerando que a rota Brasil-Portugal se consolidou como “um corredor estruturante do narcotráfico”.
Ana Miguel Pedro referiu igualmente os alertas da Europol sobre a diversificação do tráfico marítimo de cocaína no Atlântico, incluindo transferências em alto-mar entre embarcações.
Com TSF






