O presidente da Câmara de Guimarães manifestou a sua “imensa” preocupação com a dificuldade da União Europeia em concretizar planos estratégicos, sobretudo junto das empresas e dos setores industriais.
Falando na conferência promovida pela CCDR-Norte para assinalar os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, realizada no âmbito das comemorações do Dia da Europa, Ricardo Araújo defendeu que “a Europa precisa de se transformar para que as decisões e os grandes planos possam ser materializados e que as pessoas sintam que, de facto, as decisões da Europa transformam a sua vida”.
Nesse sentido pugnou pela necessidade de “acelerar” a concretização dos grandes planos estratégicos europeus, quer junto das empresas quer dos setores industriais.
“Há uma coisa que me preocupa imensa na Europa, que é um extraordinário projeto político, dos mais brilhantes e inspiradores que conhecemos no mundo, não há dúvida, mas a Europa tem que ganhar capacidade de decisão, de agilidade de decisão”, disse o autarca.
A cooperação entre regiões e municípios no contexto da euro-região do norte da Península Ibérica foi igualmente abordada durante a conferência.
Nesta matéria, Ricardo Araújo defendeu a construção de uma agenda conjunta que possa contribuir para resolver alguns problemas regionais, “mas sobretudo para aproveitar os centros de competências e recursos que temos”.
No âmbito da transição ecológica e dos desafios ambientais, o alertou para a necessidade de compatibilizar sustentabilidade e competitividade económica.
“A transição ecológica, esta transição verde que é um desafio na Europa, tem que significar uma vantagem competitiva para as empresas, não pode significar uma desvantagem”, afirmou, defendendo que “as empresas comprometidas com a responsabilidade ambiental não podem ser penalizadas face à concorrência internacional desleal”.






