Inaugurada esta quinta-feira, a 3.ª edição da bienal INDEX, põe, até dia 17, Braga no centro da reflexão sobre os impactos dos exponenciais avanços tecnológicos das últimas décadas e a forma como estes redefinem as relações de poder e soberania, uma reflexão que convoca com artistas, pensadores e públicos.
Iniciativa da Braga Media Arts da Faz Cultura, a INDEX propõe, assim, uma reflexão alargada sobre o tema ‘Poder’ e as suas múltiplas interseções com a Arte e os desafios contemporâneos colocados pela omnipresença das grandes plataformas tecnológicas. A curadoria tem a assinatura da italiana Joel Valabrega, que reúne um conjunto de obras em torno da temática do Poder.
Na sessão de abertura, no gnration, o administrador executivo da Faz Cultura, Nuno Gouveia, sublinhou a importância estratégica do INDEX para a consolidação de Braga enquanto Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts.
Esta terceira edição materializa um dos eixos centrais desse compromisso: afirmar Braga como um espaço de pensamento e de criação contemporânea com projeção nacional e internacional.
PROGRAMA
A exposição central distribui-se por vários espaços da cidade – gnration, Theatro Circo, Forum Arte Braga, Muzeu e Mosteiro de Tibães – integrando um circuito inaugural que reforça o diálogo entre diferentes contextos patrimoniais e artísticos.
Para além da exposição, o INDEX apresenta um programa multidisciplinar que inclui performances, iniciativas educativas e um ciclo de conferências. Destaca-se a estreia nacional do espetáculo ‘The Drum and the Bird’, do coletivo Forensis em colaboração com Bill Kouligas, bem como a participação dos pensadores McKenzie Wark e José Gil.
Até domingo decorre em Braga o Encontro da EMAP – European Media Arts Platform, da qual faz parte a Faz Cultura, reunindo mais de 50 artistas, curadores e investigadores de toda a Europa.
Fernando Gualtieri (CP 7889)







