A Câmara de Esposende promoveu uma reunião de trabalho com organizações da economia social e da educação do concelho, com o objetivo de identificar necessidades, refletir sobre os principais desafios sociais do território e reforçar a articulação institucional para a construção de respostas mais adequadas à comunidade.
A sessão decorreu nas instalações da Colónia de Férias de Apúlia e reuniu representantes de instituições sociais e educativas do concelho, no âmbito do trabalho de diagnóstico e planeamento social desenvolvido pela Rede Social de Esposende.
Na abertura da sessão, o presidente da Câmara, Carlos Silva, destacou a importância deste encontro enquanto espaço de escuta e partilha, sublinhando que “ouvir os parceiros é essencial para construir respostas sociais mais integradas e adequadas às necessidades reais da população”.
A vereadora da Coesão e Desenvolvimento Social, Fátima Escrivães, explicou que o encontro teve como principal propósito “partilhar visões, experiências e desafios, procurando identificar caminhos colaborativos para responder às necessidades da comunidade”.
A vereadora considerou ainda que, embora o concelho disponha de uma rede consolidada de respostas sociais tipificadas, persistem carências ao nível das respostas especializadas e de proximidade.
PREOCUPAÇÕES E DIFICULDADES
Ao longo da reunião, as instituições participantes apresentaram as suas valências e identificaram os principais constrangimentos com que se deparam diariamente.
Entre as preocupações mais referidas estiveram as dificuldades no recrutamento e retenção de recursos humanos, a necessidade de reforço da capacitação técnica das equipas, a insuficiência dos apoios financeiros no âmbito dos acordos de cooperação e o desfasamento entre os custos reais de funcionamento e os montantes atualmente financiados.
As entidades alertaram igualmente para as dificuldades de acesso a financiamento destinado à ampliação, requalificação e criação de novas respostas sociais, particularmente nas áreas da deficiência e do envelhecimento, defendendo maior previsibilidade e estabilidade no apoio institucional.
Outro dos aspetos sublinhados foi a necessidade de um acompanhamento mais próximo e colaborativo entre as organizações e os organismos públicos, assente numa lógica de parceria, partilha de conhecimento e melhoria contínua das respostas disponibilizadas à população.
Os diretores da Escola Secundária Henrique Medina e do Agrupamento de Escolas António Correia de Oliveira manifestaram preocupação com o aumento do número de crianças e jovens diagnosticados com deficiência, bem como com a insuficiência de respostas de integração e acompanhamento para aqueles que atingem a idade limite de permanência no sistema de ensino.







