O Bloco de Esquerda dirigiu um apelo direto à Câmara Municipal de Braga para que a cidade assinale o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, celebrado a 17 de maio, com a exibição da bandeira arco-íris nos Paços do Concelho.
Num comunicado, o partido revela ter enviado uma mensagem ao presidente da autarquia, desafiando o município a assumir uma posição pública clara. Segundo o Bloco, a proposta inclui não apenas o hastear da bandeira, mas também a afirmação de Braga como “zona livre de LGBTQIA+fobia”.
O partido enquadra o pedido na necessidade de respostas institucionais visíveis contra a discriminação, defendendo que “o dia 17 de maio assinala uma data de enorme importância para a comunidade LGBTQIA+ em todo o mundo” e sublinhando que persistem situações graves de violência e exclusão.
No apelo dirigido ao município, o Bloco de Esquerda considera que os símbolos institucionais têm um peso político relevante e devem ser usados para afirmar direitos fundamentais. O partido argumenta que a visibilidade pública é parte essencial do combate à discriminação, defendendo que a mudança não depende apenas da legislação, mas também de “um compromisso diário com uma sociedade mais justa, respeitadora e inclusiva”.
O pedido surge também num contexto legislativo mais recente, em que o partido aponta limitações à expressão simbólica em espaços públicos. Ainda assim, o Bloco insiste que os municípios devem manter margem para assinalar datas ligadas aos direitos humanos, sobretudo quando estão em causa comunidades historicamente discriminadas.
A proposta dirigida a Braga insere-se, assim, numa estratégia mais ampla de afirmação política e simbólica, em que o partido defende que as autarquias podem desempenhar um papel ativo no combate à exclusão social.
O Bloco resume a sua posição com uma mensagem de mobilização: “contra o ódio, plantemos a dignidade. Contra a discriminação, afirmemos o orgulho.”






