Os militares da Escola de Serviços do Exército, sediada na Póvoa de Varzim, voltam a vigiar a Serra de Santa Luzia, em Viana do Castelo, a partir de 1 de junho e até dia 30 de setembro, à semelhança dos anos anteriores.
Esta quarta-feira, foi aprovado, em reunião ordinária de Executivo, a celebração de protocolo de colaboração entre a Câmara de Viana do Castelo e a Escola dos Serviços para assegurar ações de patrulhamento e vigilância em Santa Luzia, numa ação preventiva que decorre desde 2011.
A proposta, apresentada pela vereadora do Ambiente, Fabíola Oliveira, indica que “os incêndios rurais continuam a constituir uma preocupação relevante, em particular na Serra de Santa Luzia, área identificada como crítica no concelho, em virtude do acentuado crescimento da vegetação e da ausência prolongada de ocorrências”.
PATRULHAMENTO DIÁRIO
O protocolo impõe patrulhamento diário, operações de vigilância e defesa da floresta. Durante o período de vigilância, a Escola dos Serviços compromete-se a “disponibilizar diariamente uma viatura e dois militares para a realização de operações de vigilância, no período compreendido entre as 10h00 e as 19h00, ou em horário a definir e a articular em função das condições meteorológicas e do nível de perigosidade de incêndio rural, assegurando a substituição da viatura sempre que necessário, bem como a rendição dos militares sempre que tal se revele essencial ou conveniente”.
A Escola de Serviços compromete-se a manter permanentemente informadas as entidades responsáveis (Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho e/ou Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana), comunicando-lhes, de imediato, qualquer ocorrência digna de registo.
Já o município compromete-se a fornecer os meios materiais necessários ao cumprimento da missão, comparticipando encargos decorrentes das atividades de vigilância, entre outras obrigações.
Como contrapartida pelas ações desenvolvidas pelos militares, estima-se, para o corrente ano, um encargo máximo de 6500 euros.
Recorde-se que esta colaboração entre as duas entidades iniciou após incêndios no Verão de 2005 e 2010 que, entre outros locais, atingiram a Serra de Santa Luzia.






