“A cogestão não é apenas um modelo administrativo: é uma forma de construir futuro em conjunto, envolvendo instituições, comunidades e cidadãos numa missão comum de preservação e valorização deste território extraordinário.” A afirmação é do presidente da Comissão de Cogestão Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), Olegário Gonçalves.
Falando em Castro Laboreiro na sessão comemorativa do 55.º aniversário do Peneda-Gerês, o também presidente Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, afirmou que a cogestão trouxe “uma nova dinâmica” de cooperação institucional, promovendo o diálogo entre entidades, aproximando a gestão das comunidades locais e reforçando a capacidade de concretizar projetos em áreas fundamentais como a valorização ambiental, o turismo sustentável, a educação ambiental, a preservação do património, a mobilidade, a promoção dos produtos locais e a afirmação do Parque Nacional enquanto território de excelência.
Destacou, igualmente, o trabalho desenvolvido no âmbito das candidaturas ao Norte 2030 para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que permitiram estruturar intervenções fundamentais em áreas como a valorização dos ecossistemas, a proteção dos habitats naturais, a adaptação às alterações climáticas, a melhoria da fruição sustentável do território e a qualificação ambiental de espaços de elevada sensibilidade ecológica.
TERRITÓRIO ÚNICO
Assim como os projetos apoiados pelo Fundo Ambiental que “têm permitido concretizar ações relevantes de sensibilização ambiental, valorização da paisagem, recuperação de património, melhoria das condições de visitação e promoção da relação entre comunidades locais e conservação da natureza”.
“Celebrar os 55 anos do Parque Nacional da Peneda-Gerês é celebrar um território único, onde a natureza e a presença humana construíram, ao longo de séculos, uma identidade singular, reconhecida nacional e internacionalmente”, disse.
Olegário Gonçalves reiterou que é intenção da Comissão de Cogestão do único parque nacional do país continuar a afirmar o Parque Nacional como um território de futuro, “capaz de atrair pessoas, fixar população, gerar emprego, promover qualidade de vida e afirmar-se como referência nacional e internacional nas áreas da sustentabilidade e da valorização dos recursos endógenos”,que saiba adaptar-se aos desafios da modernidade, das alterações climáticas, da inovação e das novas exigências das sociedades contemporâneas.
Além de Olegário Gonçalves, estiveram presentes José Albano Domingues, da Diretora Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Norte, Sandra Sarmento, do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves e de Luís Macedo, ex-diretor do PNPG, em representação de todos os ex-diretores desta primeira área protegida criada em Portugal.







