O parque eólico flutuante WindFloat Atlantic, localizado a cerca de 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo, foi notícia em Espanha, na sequência do mais recente relatório apresentado pela Ocean Winds acerca dos resultados de oito anos de monitorização ambiental dessa infraestrutura.
“Polvos, raias, tubarões, golfinhos-comuns, orcas e um tubarão-solene fazem parte de um ecossistema que os investigadores não esperavam encontrar com tanta densidade ou variedade”, lê-se no artigo do jornal espanhol Ok Diario, intitulado ‘Biólogos estão incrédulos’ [com resultados].
Refira-se que a Ocean Winds apresentou, em Madrid recentemente o relatório ‘Coexistência entre a energia eólica offshore flutuante e a biodiversidade: um relatório baseado em dados recolhidos pelo WindFloat Atlantic.
Os dados, que resultam de oito anos de monitorização ambiental do parque eólico offshore flutuante, demonstram que os parques eólicos offshore podem coexistir com a biodiversidade marinha.
Entre as principais conclusões do relatório ‘Energia eólica flutuante offshore e coexistência com a biodiversidade: um relatório baseado em dados da WindFloat Atlantic’, os investigadores observaram um aumento geral na abundância de polvos e de várias espécies de peixes, em particular de elasmobrânquios, tendo sido foram identificadas mais de 270 espécies.
A Ocean Winds (OW) é uma empresa internacional de energia eólica offshore, criada como uma joint venture 50-50 entre a EDP Renováveis e a ENGIE.
O projeto WindFloat Atlantic é apoiado por entidades públicas e privadas e é financiado pela Comissão Europeia, pelo Governo português e pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).






