A Câmara de Viana do Castelo está a desenvolver um programa municipal para reforçar a Monitorização Ambiental do rio Âncora e do rio Neiva, à semelhança do que já vem realizando no rio Lima, iniciativa que visa aumentar a proteção ambiental, o conhecimento científico e a valorização ecológica dos mais importantes cursos de água do concelho.
A monitorização ambiental e da qualidade da água do rio Lima e também do mar, em diversas praias, já tem sido desenvolvida pelo município há vários anos, através da realização de análises microbiológicas, da avaliação de propriedades físico-químicas e do estado ecológico das águas e das envolventes terrestres, complementando as avaliações também realizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente e do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, bem como a monitorização de outras linhas de água do território sempre que se verificam maiores pressões ambientais.
Em comunicado desta sexta-feira, a autarquia refere que o programa agora em desenvolvimento para o rio Âncora e para o rio Neiva e respetivos afluentes “pretende criar um sistema permanente de vigilância ambiental, através da monitorização da evolução microbiológica, físico-química e ecológica dos rios, permitindo uma resposta mais eficaz perante eventuais situações de degradação ambiental ou alterações na qualidade das águas”.
Entre os principais objetivos desta iniciativa encontram-se a prevenção e a deteção precoce de situações anómalas, o reforço da capacidade técnica de apoio à tomada de decisão e a promoção de maior transparência e confiança pública relativamente ao estado ambiental dos rios.
“O projeto visa igualmente contribuir para a proteção dos recursos piscícolas, dos habitats ribeirinhos e da biodiversidade associada aos rios, assumindo particular relevância num contexto marcado por diversas pressões sobre os ecossistemas aquáticos e pela necessidade de preservar os recursos naturais do território”, adianta o comunicado.
Este Programa implica também “uma abordagem colaborativa e participada, envolvendo as entidades públicas competentes, a comunidade científica, associações locais, juntas de freguesia e cidadãos, numa lógica de valorização do património natural e de reforço da cultura de responsabilidade ambiental”.






