A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão quer aliviar o tráfego automóvel no acesso Sul da Variante Nascente do concelho, na freguesia de Calendário, com a construção de uma nova via de ligação – aérea ou subterrânea – entre a Estrada Nacional 14 e a variante.
Este foi um dos assuntos que levou o presidente da autarquia famalicense, Mário Passos, a reunir com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que se comprometeu a passar para as mãos das Infraestruturas de Portugal (IP) a execução de um estudo de viabilidade sobre esta alteração ao traçado.
Mário Passos aproveitou ainda a reunião com o ministro responsável pela pasta das Infraestruturas para recordar dois outros temas que aguardam desenvolvimentos: a passagem para o domínio público municipal da Avenida 9 de Julho e a necessidade de criação na A7 de um novo nó de ligação na zona de Fradelos.
METROBUS FAMALICÃO – GUIMARÃES
Estes não foram, no entanto, os únicos temas abordados no encontro da passada quarta-feira entre Mário Passos e Miguel Pinto Luz.
Em cima da mesa esteve também a ligação por metrobus entre Famalicão e o concelho de Guimarães, investimento que o autarca famalicense quer que o governo português assuma como prioritário e estratégico.
“Torna-se cada vez mais evidente a necessidade deste investimento no corredor Famalicão-Guimarães, que apresenta características demográficas, económicas e territoriais que justificam plenamente esta solução de transporte coletivo moderno, eficiente e sustentável”, frisa o autarca social-democrata.
Mário Passos considera o corredor Famalicão-Guimarães destaca-se, desde logo, pela sua elevada densidade populacional, mas também pela sua “dinâmica empresarial e industrial”, sendo um dos eixos rodoviários “mais relevantes do Norte de Portugal, desempenhando um papel estruturante na mobilidade de pessoas, bens e serviços”.
O autarca famalicense, que atualmente assume também as funções de presidente do Conselho Intermunicipal da CIM do Ave, olha para este investimento não como um projeto isolado, mas sim como “um projeto integrado numa visão mais ampla de mobilidade regional”.
“A articulação com outros territórios e com outras infraestruturas e sistemas de transporte potenciaria ganhos significativos em acessibilidade e atratividade económica”, acrescenta, comprometendo-se a promover a discussão sobre este tema a nível intermunicipal.






