O primeiro-ministro afirma estar “insatisfeito” com o caos vivido nos aeroportos, que registam longas filas de espera devido ao novo sistema europeu de controlo de fronteiras. Luís Montenegro admite, por isso, a possibilidade de suspender a medida. Muitos passageiros já perderam os seus voos.
Em declarações aos jornalistas, Luís Montenegro garante que o Governo está a “fazer tudo” o que pode para assegurar uma maior capacidade de resposta. Ainda assim, não esconde a desilusão perante o novo sistema.
“Eu não escondo que estamos insatisfeitos”, acentua.
Por isso, o chefe do Governo admite que, caso se venha a revelar necessário, está disposto a tomar uma “atitude mais dura”, ainda que ressalve que quer evitar esse cenário. Questionado sobre que ações em concreto poderá tomar, Montenegro admite que a suspensão é uma delas, à semelhança do que já aconteceu no passado.
“Se nós tivermos de tomar alguma atitude mais dura, não vou dizer radical, mas num contexto de maior severidade, nós tomá-la-emos. Queremos evitar isso porque nós temos compromisso na escala europeia”, vinca.
“Não queremos colocar em causa a segurança do país, mas também não queremos colocar em causa o movimento económico do país”, frisou o governante, que disse ter recebido relatos de “vários agentes económicos incomodados com essa situação”.
PASSAGEIROS PERDEM VOOS
O controlo de fronteiras nos aeroportos portugueses ultrapassou o tempo desejado. A PSP já veio admitir que, no aeroporto do Porto, a espera dos passageiros atingiu as duas horas, enquanto no aeroporto de Lisboa chegou a 1h50 e em Faro a 1h40.
Em Lisboa, por exemplo, as filas para os voos para fora do espaço Schengen chegavam até ao local onde se situam as lojas do aeroporto e muitos passageiros perderam os seus voos.
A causa das filas é o novo sistema de entradas e saídas com controlo biométrico que entrou definitivamente em vigor no mês de abril.
Luís Montenegro assegurou que o Governo está “a fazer um investimento enorme do ponto de vista do reforço dos reforços humanos”
“Estamos a fazer tudo o que nos compete para podermos ter mais capacidade de resposta” observou.






