O grupo parlamentar do PCP questionou o ministro das Infraestruturas sobre o horário de funcionamento da estação de Barcelos, na Linha do Minho, que “durante grande parte do dia” está encerrada.
O PCP refere ao ministro Pinto Luz que, apesar de a Linha do Minho oferecer serviços de passageiros desde 05h47 até às 22h59, com comboios regionais, inter-regionais, intercidades e até internacionais com ligação à Galiza, o edifício da estação permanece fechado “durante mais de dois terços desse período”.
“Um cartaz que se encontra afixado à entrada do edifício apresenta a informação de que o horário de funcionamento é nos dias úteis entre as 07:35 e as 11:30 e das 12:00 às 13:15”, relatam os comunistas.
Ora, fora daquela janela horária, os passageiros são forçados a aceder às plataformas por uma entrada lateral, ficando a aguardar as composições “em local desabrigado das condições atmosféricas”. Além de que “o serviço de bilhética, informações ou esclarecimentos adicionais é inexistente fora deste horário e ao fim-de-semana”.
Lembrando que a estação de Barcelos serve uma população superior a 150 mil residentes, somando o município e os concelhos vizinhos, além de centenas de milhares de turistas e visitantes que procuram a região, o partido recorre à ironia ao pretender saber se o encerramento parcial da estação faz parte de “alguma estratégia do Governo de limitar o acesso aos residentes da região de serviços de mobilidade e transporte público de massas e amigo do ambiente”.
Querem ainda saber se Luís Montenegro tem conhecimento destas condições, que os comunistas dizem serem “uma ameaça à segurança e conforto dos utentes”, ou se é consequência de “uma política de limitação de contratação de trabalhadores para funções essenciais de modo a degradar os serviços públicos como tática política”, e qual o prazo previsto para a regularização do período de abertura da estação.
Fernando Gualtieri (CP7889)






