Barcelos recebeu a segunda reunião do Comité de Coordenação do projeto Interreg Sudoe RESPIRA, intitulado ‘Revitalização Sustentável e Profissional dos Patrimónios Interconectados Rurais’, que juntou representantes das nove instituições parceiras provenientes de Portugal, Espanha e França.
Ao longo de três dias de trabalho, o encontro permitiu acompanhar a execução do projeto, reforçar a articulação entre parceiros e aprofundar a reflexão em torno da valorização da identidade patrimonial como instrumento de desenvolvimento sustentável e de coesão territorial.
O programa integrou momentos de trabalho técnico, visitas ao território e iniciativas de partilha de conhecimento. No primeiro dia, os participantes tiveram oportunidade de conhecer o Centro Histórico de Barcelos, numa visita que proporcionou um primeiro contacto com o território e com a identidade patrimonial da cidade.
O segundo dia foi dedicado ao Vale do Neiva, território do concelho diretamente abrangido pelo projeto RESPIRA e onde serão desenvolvidas ações de valorização e articulação dos recursos culturais e patrimoniais. Os participantes visitaram a Fábrica de Chocolate Avianense, em Durrães, com passagem pelo Museu do Chocolate, seguindo-se a visita à Porta do Neiva, Centro de Interpretação Arqueológico do Vale do Neiva, instalado no antigo apeadeiro ferroviário de Durrães.
Durante a tarde, realizou-se, na Junta de Freguesia de Cossourado, o seminário “Cultura e Identidade do Vale do Neiva”, com intervenções de Gilda Silva, do Grupo de Teatro Balugas, Andreia Barros, das Cantadeiras do Neiva, e Luís Almeida, especialista na área do teatro e da música popular.
O encontro terminou com a realização da mesa-redonda ‘Coesão e Integração Social através da Cultura’, organizada pelo município, na Biblioteca Municipal. A sessão contou com a participação de Daniel Maciel, Isabel Ferreira e Pedro Rego, que apresentaram experiências de inclusão social e participação cultural desenvolvidas através da prática artística e comunitária.
O projeto RESPIRA resulta de um consórcio constituído por nove instituições de três países: Portugal, França e Espanha. Pretende desenvolver uma estratégia e metodologia comum de valorização da identidade patrimonial dos territórios do espaço SUDOE, dirigida a autoridades públicas e a agentes dos setores cultural e turístico.
O projeto é cofinanciado pelo Programa Interreg Sudoe, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), apresentando um custo total de 1 733 800 euros, dos quais 1 300 350 euros correspondem a apoio FEDER.






