Chegaram a Viana do Castelo, esta segunda-feira à tarde, os cerca de 20 veleiros que estão a percorrer o Caminho Português de Santiago à Vela 2026, um evento de dimensão internacional que se realiza ao longo da costa portuguesa, sob o mote ‘No rumo de Santiago, o Mar também é Caminho’.
Organizada pela Associação Nacional de Cruzeiros (ANC) e pelo Fórum Oceano/Rede das Estações Náuticas de Portugal, a iniciativa conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República Portuguesa e com o apoio institucional e operacional da Marinha Portuguesa.
A escala em Viana do Castelo, que termina na quinta-feira, organizada pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), enquanto entidade coordenadora da Estação Náutica do Alto Minho, conta com o apoio do município e o envolvimento de diversos parceiros locais ligados ao mar, ao turismo e à economia azul.
Ao longo dos três dias de permanência no território, os cerca de 80 a 85 nautas-peregrinos que integram esta edição terão oportunidade de contactar com a identidade marítima do Alto Minho, participar em momentos de convívio e networking, conhecer a oferta turística regional e experienciar algumas das atividades e recursos associados à Estação Náutica do Alto Minho.
O programa inclui, entre várias atividades, nomeadamente uma receção institucional de boas-vindas, uma conversa informal subordinada ao tema ‘Turismo Azul’, que reúne representantes de entidades e empresas ligadas ao mar, experiências culturais promovidas pelos parceiros da Estação Náutica do Alto Minho.
COOPERAÇÃO PORTUGAL GALIZA
O Caminho Português de Santiago à Vela decorre entre 22 de maio e 16 de junho de 2026, percorrendo cerca de 500 milhas náuticas ao longo da costa atlântica portuguesa e galega. A peregrinação iniciou-se no Algarve e culmina em Santiago de Compostela, onde os participantes realizarão o percurso final a pé até à Catedral, podendo obter a respetiva Compostela.
Mais do que uma regata ou um cruzeiro náutico, o Caminho Português de Santiago à Vela afirma-se como uma experiência atlântica contemporânea de encontro entre oceano, territórios, comunidades e espiritualidade, promovendo simultaneamente a cooperação entre Portugal e a Galiza, a valorização do património marítimo e o desenvolvimento sustentável da Economia Azul.
A realização desta escala no Alto Minho “constitui mais uma oportunidade para afirmar o território como destino de excelência para atividades ligadas ao mar, aos rios e à natureza, valorizando os seus recursos e reforçando a ligação à Economia Azul”.






