O Programa de Desfibrilhação Automática Externo (DAE) de Vila Nova de Cerveira arrancou esta sexta-feira com a colocação de um DAE no Pavilhão Municipal de Desportos, tornando-se a primeira instalação do concelho com esse equipamento.
A instalação do equipamento “representa um importante reforço das condições de segurança e proteção dos utilizadores das instalações desportivas e da comunidade em geral, constituindo mais um passo na estratégia municipal de promoção da saúde e prevenção de situações de risco”, afirma o presidente da Câmara.
“Este é um investimento na segurança e na proteção da nossa comunidade. Queremos que os equipamentos municipais estejam cada vez mais preparados para responder a emergências, garantindo uma intervenção rápida quando cada minuto pode fazer a diferença. Este é apenas o primeiro passo de uma estratégia que pretendemos alargar a outros espaços de grande afluência no concelho, tornando Vila Nova de Cerveira um território mais seguro e resiliente”, sublinha Rui Teixeira.
Para garantir a operacionalização do programa, foi realizada uma ação de formação certificada em Suporte Básico de Vida e Desfibrilhação Automática Externa, envolvendo seis formandos: quatro colaboradores municipais e dois docentes da Escola Básica e Secundária de Cerveira. Estes operacionais encontram-se habilitados a utilizar o equipamento em situações de paragem cardiorrespiratória.
O município conta com o apoio da Ocean Medical na coordenação médica do Programa DAE, assegurando o acompanhamento técnico, o controlo de qualidade e a formação dos operacionais, seguindo o modelo formativo da American Heart Association.
O Programa DAE encontra-se licenciado pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), cumprindo todos os requisitos legais e técnicos exigidos para a sua implementação.
O QUE SÃO OS DAE
Os DAE – Desfibrilhadores Automáticos Externos são dispositivos eletrónicos portáteis que, em situações de paragem cardiorrespiratória, analisam automaticamente o ritmo cardíaco da vítima e, quando indicado, administram um choque elétrico com o objetivo de restabelecer um ritmo cardíaco eficaz, aumentando significativamente as probabilidades de sobrevivência.
A paragem cardiorrespiratória de origem cardíaca continua a ser uma das principais causas de mortalidade nos países desenvolvidos. Em Portugal, estima-se a ocorrência de cerca de 10 mil casos por ano, na maioria das vezes de forma súbita e fora do ambiente hospitalar. Nestas situações, a rapidez da intervenção é determinante, sendo a desfibrilhação precoce e a realização imediata de manobras de Suporte Básico de Vida os fatores que mais influenciam a sobrevivência da vítima.






