A Câmara Municipal de Viana do Castelo atingiu, no exercício de 2025, o nível “mais elevado de atividade de sempre”, com o exercício financeiro a registar uma receita de 114,2 milhões de euros e uma despesa de 113,9 milhões.
Face ao período homólogo, verifica-se um crescimento de 20% na receita (95,3 milhões em 2024) e de 21% na despesa (94,1 milhões de euros em 2024).
Os dados integram o Relatório de Atividades e Documentos de Prestação de Contas da Câmara Municipal e Serviços Municipalizados de Viana do Castelo, aprovados esta terça-feira em reunião de Executivo.
O presidente da Câmara assume que ano de 2025 “foi pontuado por um contexto complexo com influências de matriz nacional e internacional, que condicionaram os indicadores subscritos, mas, mais relevante ainda, alguns marcadores estratégicos que contribuíram indelevelmente para a alteração e transformação das políticas públicas municipais, enfatizando a relevância da adaptabilidade e inovação na gestão municipal”.
“O último ano continuou a ser marcado pela redução das transferências financeiras diretas do Estado, pelo arrastamento interminável do encerramento do PT2020, pelo arranque lento (reconhecidamente por todos) do PRR e do PT2030, pela descentralização de competências e transformações sociais”, indica o socialista Mário Passos.
Apesar das dificuldades, o município fechou 2025 com a segunda maior poupança corrente de sempre, 13,2M€ (+ 25,7%) e uma utilização qualitativa (quanto às opções), bem como o total aproveitamento dos recursos europeus disponíveis, 29,9M€ (o maior de sempre: + 112,1 %).
Garantiu a maior Conta de Gerência de sempre, 114,2M€ (+ 19,8% que em 2024, que já tinha sido a maior receita de sempre) e de receita, com 113,9M€ de despesa (+ 21% que 2024, que já tinha sido a maior despesa de sempre).
“EXCELENTE PERFORMANCE”
Realizou-se o maior investimento global de sempre, com 45,28M€ (+93,5%) e o maior investimento direto de sempre, com 39,55M€ (+ 123%), mais do dobro do valor alcançado em 2024. Resulta do excelente desempenho da receita proveniente de Fundos Comunitários e do valor da Poupança Corrente.
O autarca destaca “a excelente performance” operacional e de concretização nas Grandes Opções do Plano. Primeiro: do Desenvolvimento Económico (23,5% / 13,9 M€); segundo: da Habitação e Urbanização (20,6% / 12,2 M€); terceiro: da Educação (13,7% / 8,1 M€); quarto: da Coesão Territorial (9,9% / 5,8 M€); quinto: Desporto e Tempos Livres (6,5% / 3,8 M€); sexto: da Cultura (5,1% / 3,01 M€); sétimo: Ambiente e Qualidade de Vida (5,1% / 3 M€); oitavo: Mobilidade (4% / 2,3 M€) e em nono: da Saúde (2,1% / 1,2 M€), demonstrando uma trajetória de apoio e mitigação às adversidades económicas e sociais dos vianenses, bem como um modelo de desenvolvimento voltado para o futuro.
Em 2025, a taxa de execução orçamental situou-se em 68,4%. Este nível de execução decorre, em grande medida, dos constrangimentos verificados na operacionalização do programa PT2030 e, de forma mais expressiva, na implementação do Programa de Recuperação e Resiliência, designadamente em resultado de atrasos relevantes na validação e pagamento dos pedidos de reembolso submetidos.






