As tradicionais barraquinhas vão regressar este ano à Avenida da Liberdade durante as Festas de São João de Braga, numa das principais novidades da edição de 2026 das festividades sanjoaninas, que decorrem de 17 a 24 de junho e terão um orçamento total de 580 mil euros.
Na apresentação oficial da programação, realizada esta quarta-feira, a nova presidente da Associação de Festas de São João de Braga, Ana Daniela Pereira, destacou o regresso das barraquinhas à principal artéria da cidade como uma das “grandes novidades” deste ano, embora num modelo diferente do habitual.
Segundo a responsável, estes espaços serão dedicados à promoção do tecido associativo do concelho, permitindo às associações e freguesias mostrarem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. A iniciativa está a ser articulada com as juntas de freguesia e com o projeto Human Power Hub.
“O São João é feito das associações e da nossa comunidade e, por isso, é importante dar este espaço também na Avenida da Liberdade”, afirmou Ana Daniela Pereira.
O objetivo passa igualmente por reforçar a ligação entre o centro histórico e o Parque da Ponte, criando um corredor de animação ao longo da Avenida da Liberdade. Além das barraquinhas, o espaço contará com dois mini palcos, junto ao centro comercial dos Granjinhos e ao Hotel Mercure, destinados a concertos de artistas locais.
Os palcos principais mantêm-se na Avenida Central e no Parque da Ponte, embora a organização pretenda concentrar a animação da tradicional noitada sanjoanina no Parque da Ponte, onde decorrerá o concerto popular dos Siga a Farra, na noitada de 23 para 24.
Segundo Ana Daniela Pereira, o orçamento das Festas de São João de Braga para 2026 ronda os 580 mil euros, registando um aumento face ao ano anterior, justificado pela inflação.
ENVOLVER CONCELHO
Ana Daniela Pereira sublinhou o objetivo de envolver “todo o concelho” na celebração do São João, um desejo também enfatizado pelo presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues. “Queremos que as festas do concelho sejam verdadeiramente vividas e sentidas por todas as pessoas”, salientou o autarca.
Sublinhando que não se pode “desfazer a tradição” e que a essência das festas tem de ser a mesma, João Rodrigues disse que há “desafios”, nomeadamente na integração dos novos habitantes da cidade – que não bracarenses – e na projeção para o exterior. “Uma tradição não pode ser uma manta pesada. Temos de inovar, qualificar, somar”, vincou.
RETORNO DE 20 MILHÕES
O presidente da Associação Empresarial de Braga (AEB), Daniel Vilaça, apontou o São João como um “momento muito importante” para a economia da cidade e disse que, de acordo com as últimas edições, as previsões apontam para um retorno económico superior a 20 milhões de euros.
Segundo Daniel Vilaça, no âmbito de um protocolo assinado esta semana com a Associação de Festas, a AEB vai realizar, este ano, uma “análise económica ainda mais detalhada” do impacto da celebração na cidade.






