A Câmara de Valença associa-se à campanha europeia #BlueForHope (Azul pela Esperança), assinalando o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, celebrado a 25 de maio, numa demonstração de solidariedade para com todas as crianças desaparecidas e as suas famílias. Em Portugal desaparecem, em média, quase 90 crianças por ano.
Sob o lema ‘Azul é a cor da esperança’, esta campanha europeia recorda que, quando uma criança desaparece, continuamos sempre à sua procura, iniciativa que pretende sensibilizar a comunidade para a importância da proteção das crianças e para a necessidade de uma resposta rápida e articulada perante situações de desaparecimento.
Lembrando a linha europeia 116 000 está disponível para comunicar desaparecimentos de criança, Valença junta-se, assim, de forma simbólica a este movimento europeu.
O mesmo 116 000 está ainda disponível para a denuncia de situações de abuso ou exploração, garantindo acompanhamento psicológico, jurídico e social.
‘Verifique. Pense. Comunique.’ É também a mensagem central da campanha de sensibilização promovida pelas autoridades europeias, apelando a pais, cuidadores e cidadãos para uma atuação imediata e responsável perante situações de desaparecimento infantil.
PORTUGAL REGISTA 532 CASOS EM 5 ANOS
Todos os anos, mais de 250 mil crianças são dadas como desaparecidas na Europa.
Em Portugal, o Instituto de Apoio à Criança (IAC) assegura o funcionamento da linha europeia 116 000 — número gratuito, anónimo e confidencial, disponível 24 horas por dia — que presta apoio especializado a crianças desaparecidas e às suas famílias, em articulação com diversas entidades nacionais e europeias.
Manuel Coutinho, presidente do Instituto de Apoio à Criança, adiantou à RTP Antena1 que entre 2020 e 2025 desapareceram em Portugal 532 crianças.
“Isto é um número muito elevado. Dá uma média de 89 crianças desaparecidas por ano”, afirmou
A campanha #BlueForHope, promovida pela Missing Children Europe, desafia instituições e comunidades de toda a Europa a aderirem a este movimento simbólico, utilizando o azul como cor da esperança e da contínua procura por crianças desaparecidas.







