Morreram quase 500 mil soldados russos na guerra da Ucrânia. A nova avaliação é feita pelo Government Communications Headquarters do Reino Unido (GCHQ), uma agência de serviços de informação que divulgou um relatório sobre a atual situação no terreno.
De acordo com a estimativa das secretas britânicas, a Rússia “está a andar para trás no campo de batalha” pela primeira vez desde o fim de 2022, o que confirma o mau momento de Moscovo na guerra, que também tem sido comprovado com dados vindos do terreno.
No seu primeiro discurso no cargo, Anne Keast-Butler elevou a estimativa de 352 mil soldados mortos que os meios independentes Meduza e Mediazona tinham avançado, o que já era expectável, já que as contas feitas por estas publicações contam apenas com as mortes oficialmente confirmadas.
As “novas informações” recolhidas pelo Reino Unido “mostram que quase meio milhão de soldados russos foram mortos desde o início do conflito”, garantiu a responsável, que não quis dar um número concreto, mas sublinhou que a estimativa é fiável.
As últimas informações ocidentais apontavam que a Rússia tinha perdido, entre mortos e feridos, 30 mil soldados em abril. Confirmando esses números, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, esclareceu que entre 15 mil a 20 mil desses militares morreram.
Estes novos dados confirmam uma tentativa reforçada da Rússia de avançar no Donbass, nomeadamente em Donetsk, o que não está a acontecer a um ritmo suficientemente satisfatório para o Kremlin, já que a Ucrânia até tem conseguido recuperar algum território.
De acordo com o último relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), divulgado em 27 de janeiro, o número de mortos e feridos ucranianos é estimado entre 500 mil a 600mil, em comparação com os 1,2 milhão de mortos, feridos e desaparecidos da Rússia.
O relatório nessa data de contabilizava mortos nas fileiras russas em 325 mil soldados.
As perdas da Rússia na Ucrânia são cinco vezes maiores do que as perdas totais em todas as guerras russas e soviéticas desde a Segunda Guerra Mundial, incluindo a guerra no Afeganistão e as duas guerras na Chechénia, afirma ainda o CSIS.
Com CNN






