A recolha porta-a-porta de resíduos domésticos orgânicos chega ainda esta semana às três vilas do concelho de Famalicão. O projeto, que até agora estava apenas em vigor no perímetro urbano da cidade, chega também a partir desta quarta-feira a cerca de meio milhar de habitações multi e unifamiliares das vilas de Joane, Ribeirão e Riba de Ave.
A recolha nas vilas será efetuada duas vezes por semana, às terças e sextas-feiras, a partir das 21h00, e a medida resulta do novo contrato de recolha de resíduos que entrou em vigor no passado mês de março em todo o concelho.
Para o efeito, a autarquia está a distribuir contentores de 10 e 40 litros para a deposição de biorresíduos nas habitações unifamiliares e multifamiliares e contentores de maior capacidade – 120 litros – para os edifícios habitacionais com casa do lixo.
Com a expansão deste serviço, o município pretende fomentar a valorização dos resíduos orgânicos domésticos junto de um número cada vez maior de famalicenses e reduzir a carga poluente enviada para deposição em aterro.
“Ao alargarmos este serviço às nossas vilas, estamos a dar aos cidadãos os meios necessários para que o seu contributo ambiental seja real e mensurável. O sucesso que tivemos no centro da cidade provou que os famalicenses estão prontos para este desafio”, afirma o presidente da Câmara, Mário Passos, destacando ainda que “esta expansão é mais um passo essencial na construção de um concelho sustentável”.
Refira-se que, para além da recolha de biorresíduos domésticos no centro urbano, às segundas e quintas, e nas vilas, às terças e sextas, a Câmara Municipal efetua também a recolha de biorresíduos em três circuitos não domésticos: nos grandes produtores (empresas, escolas e instituições com cantinas), no sistema HORECA (hotéis, cafés e restaurantes) e ainda a recolha seletiva dos resíduos verdes em todos os cemitérios do concelho, permitindo assim a sua valorização e evitando a sua deposição em aterro.
Nos próximos dez anos e de acordo com o novo contrato em vigor, o investimento municipal na recolha de biorresíduos rondará os quatro milhões de euros.
Recorde-se que os números da recolha de biorresíduos no concelho têm vindo a aumentar de ano para ano. Atualmente, Vila Nova de Famalicão já separa na origem mais de 2.400 toneladas anuais de biorresíduos, número que deverá crescer com este alargamento do projeto a novas áreas geográficas.
Nas restantes freguesias do concelho, o município continua a apostar na compostagem comunitária, com oito unidades já instaladas e na oferta gratuita de compostores individuais domésticos, acompanhados da respetiva formação técnica para todos os interessados.






