Os eleitos do PSD em Vieira do Minho acusaram o atual executivo municipal de “manipulação política” relativamente ao caso da dívida à empresa Águas do Norte, sustentando que a situação resulta de um litígio técnico e jurídico que remonta a vários anos.
Em comunicado, os social-democratas afirmam que o diferendo está relacionado com um modelo de faturação aplicado pela empresa, que consideram “profundamente injusto”, sobretudo no tratamento de efluentes. Segundo o PSD, este modelo terá conduzido a valores “manifestamente desajustados”, não tendo em conta fatores como as variações sazonais ou a infiltração de águas pluviais na rede.
De acordo com a mesma nota, o município avançou em 2022 com uma ação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga para contestar os montantes cobrados, numa decisão tomada pelo anterior executivo liderado por António Cardoso. O PSD sublinha que essa iniciativa visou “defender os interesses do município e dos vieirenses” e exigir correções no apuramento das quantias faturadas.
Os eleitos referem ainda que, durante o mandato anterior, foram tomadas medidas para responder a falhas no abastecimento de água, nomeadamente através da realização de furos artesianos para reforço da rede.
No comunicado, o PSD critica também o atual executivo socialista, acusando-o de não apresentar soluções concretas para o problema e de se limitar a não proceder ao pagamento sem esclarecer a estratégia adotada. Os social-democratas apontam ainda responsabilidades políticas ao atual vice-presidente, Pedro Pires, referindo o seu anterior papel enquanto chefe de gabinete em 2013, período em que terá tido início o problema.
A estrutura local do PSD defende que a dívida, que terá ultrapassado 1,7 milhões de euros, não pode ser analisada de forma isolada, considerando tratar-se de uma questão complexa e prolongada no tempo.






