O MoLima – Movimento para a Defesa do Rio Lima e a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESA-IPVC) promovem, nos próximos dias 29 e 30, em Ponte de Lima, o I Congresso Ibérico do Rio Lima.
A iniciativa pretende afirmar-se como um espaço de diálogo e cooperação entre Portugal e Espanha em torno da gestão e preservação da bacia hidrográfica do Lima, promovendo uma visão partilhada para o futuro e incentivar a cooperação científica, institucional e comunitária entre os dois países.
O programa combina componentes científica, participativa e cultural. No primeiro dia, 29 de maio, estão previstos quatro painéis temáticos dedicados à Ecologia e Qualidade da Água, Clima e Riscos, Governança e Economia do Rio, com intervenções de investigadores e especialistas.
A jornada termina com uma mesa redonda centrada na definição de um modelo de cooperação para o Lima, reunindo representantes de entidades públicas, associações e empresas de ambos os lados da fronteira.
No dia seguinte, o foco desloca-se para o debate alargado e a participação pública. Estão agendadas mesas redondas sobre governança e cooperação transfronteiriça, desafios ambientais e alterações climáticas, educação e ciência cidadã, e ainda sobre o papel económico do rio em áreas como o turismo de natureza, a agricultura e a conservação.
A programação inclui também a sessão ‘Histórias do Rio’, dedicada à valorização do conhecimento tradicional e da memória coletiva associada ao Lima. Em paralelo, realizam-se workshops práticos sobre temas como amostragem de fauna piscícola, aves e controlo de plantas invasoras, bem como uma oficina criativa que integra desenho, fotografia e outras expressões artísticas.
A participação é gratuita mediante inscrição prévia.
RIO LIMA
O Rio Lima nasce na Galiza, na província de Ourense, e percorre cerca de 108 quilómetros até desaguar no Atlântico, em Viana do Castelo.
Ao longo deste trajeto, atravessa territórios com elevada diversidade ecológica e sustenta atividades económicas e comunidades locais que dependem diretamente da qualidade ambiental do rio.
Apesar desta relevância, a gestão do Lima tem sido, segundo os promotores, marcada pela ausência de uma abordagem integrada entre os dois países, uma lacuna que o congresso procura mitigar.






