A CIP – Confederação Empresarial de Portugal afirmou que a adesão à greve geral desta quarta-feira no setor privado foi “ainda menor” do que a verificada em 11 de dezembro de 2025, que já tinha sido “muito baixa”. A conclusão resulta de uma ronda de contactos feita pela confederação junto de empresas e associações dos diversos setores económicos.
Setores como a indústria química, metalomecânica, têxtil, calçado, madeira e mobiliário, indústrias gráficas, setor automóvel, cimentos, grande distribuição, farmácias, indústria farmacêutica, hospitalização privada e seguros “praticamente não registaram adesões à greve geral em qualquer ponto do país”, segundo a CIP. No setor elétrico e eletrónico e agroindustrial, onde houve maior número de trabalhadores em greve, a adesão ficou entre 2% e 3%.
“Segundo os dados disponíveis e confirmados, esta greve geral passou ao lado da grande maioria das empresas portuguesas”, afirma a CIP, acrescentando que os níveis de paragem foram “nulos ou inexpressivos, em regra limitados a trabalhadores com ativismo sindical”.
Ao contrário do que sucedeu em dezembro, os empresários não reportaram desta vez ausências por dificuldades nos transportes, o que indicia menor adesão também nos serviços públicos. Em várias áreas, o número de trabalhadores em greve identificados em todo o país não ultrapassou as dezenas, e em algumas — como farmácias, seguros e várias indústrias — não foi reportada qualquer falta.
“Tratou-se de uma greve geral que não afetou nenhum setor da economia nem perturbou o normal funcionamento das empresas, à exceção dos tradicionais setores públicos dos transportes, saúde, educação e autarquias”, conclui a CIP, que apela a que “o país vire a página desta conflitualidade sem expressão na economia real e retome o diálogo social e político”.
Com JE






