A Coordenadora Distrital de Braga do Bloco de Esquerda (BE) apela “à mais ampla” e participação na Greve Geral convocada pela CGTP para esta quarta-feira, considerando que este “é um momento decisivo para travar a ofensiva contra os direitos laborais promovida pelo Governo” através do pacote laboral.
Em comunicado, o Bloco afirma que a proposta de lei conhecida como Pacote Laboral “representa uma profunda regressão nos direitos laborais”, denunciando que “o seu objetivo é enfraquecer a capacidade de organização dos trabalhadores, limitar o exercício da ação sindical e do direito à greve, aumentar a precariedade e reforçar o poder patronal nas relações de trabalho”.
“Trata-se de uma alteração estrutural da legislação laboral que desequilibra ainda mais a relação entre capital e trabalho”, que surge “um contexto marcado pelo agravamento da crise do custo de vida, em que os salários continuam a perder poder de compra enquanto os lucros das grandes empresas crescem”, e pelo ataque do Executivo de Montenegro a “quem trabalha em vez de enfrentar as causas das desigualdades”.
PRESSÃO SOBRE SINDICATOS
Os bloquistas referem que esta agenda surge ainda na “continuidade de um modelo económico assente em baixos salários, na especulação imobiliária, na degradação dos serviços públicos e na desvalorização do trabalho”. “É uma resposta errada aos problemas do país e uma ameaça às condições de vida de quem vive do seu salário.”
Sublinhando que o programa da AD não continha qualquer proposta de transformação estrutural da legislação laboral, o BE afirma que “processo de negociação esteve “marcado pela exclusão” da CGTP e pela “pressão sobre as organizações sindicais para aceitarem um retrocesso histórico”, o que acabar por demonstrar a determinação de Montenegro “em impor uma agenda que não tem legitimidade social”.
Neste contexto, o Bloco associa-se à Greve Geral considerando-a “um passo fundamental para transformar essa rejeição numa força capaz de derrotar o pacote laboral”, apelando à participação promovida pela CGTP, às 10h00, junto ao largo da Porta Nova, em Braga.
“A Greve Geral é a resposta de quem não aceita andar para trás”, rematam os bloquistas do distrito de Braga.
Fernando Gualtieri (CP 7889)







