O comandante do exército israelita, Eyal Zamir, avisou, esta quinta-feira, que a guerra contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano “não será curta” nem secundária face ao Irão e anunciou reforços militares para a fronteira com o país vizinho.
“Esta batalha não será curta. Enviaremos forças adicionais e outras capacidades para a região norte [de Israel]. Continuaremos a operar com grande força”, declarou o comandante militar, em comunicado divulgado pelo exército.
Durante uma visita ao quartel-general do Comando Norte, responsável pelas operações contra o Hezbollah, Zamir insistiu que o grupo libanês aliado do Irão “cometeu um grave erro” ao atacar Israel, no seguimento da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica desde 28 de fevereiro, e que “continuará a pagar um preço elevado por isso”.
Estas declarações surgem após o Hezbollah ter lançado na quarta-feira o seu maior ataque contra Israel desde o início do mês, ao disparar 200 ‘rockets’ e 20 drones, dos quais, segundo Zamir, apenas dois atingiram o território israelita.
Em resposta a esta operação, Israel realizou bombardeamentos em grande escala em várias zonas de Beirute, incluindo o centro da capital libanesa e uma zona balnear onde se acumulavam deslocados deste conflito, num ataque que matou pelo menos 12 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
TOMAR O LÍBANO
Na manhã desta quinta-feira Israel deslocou a Brigada Golani, uma conhecida unidade de infantaria, da Faixa de Gaza e áreas adjacentes para a fronteira com o Líbano.
O comandante das forças israelitas reforçou também as palavras do ministro da Defesa, Israel Katz, que ameaçou tomar o Líbano se o Hezbollah continuar a atacar o seu país.
“O Governo libanês não exerce a sua autoridade dentro do seu próprio território, por isso vamos fazê-lo”, advertiu o comandante militar, observando que os combatentes do Hezbollah estão a fugir das zonas sob ataque israelita “para outros esconderijos” em zonas civis.
O Governo libanês proibiu na semana passada as atividades militares do Hezbollah, após uma campanha de recolha de armas, medidas contestadas pelo grupo xiita que as vê como cedências a Israel e Estados Unidos.
Segundo dados oficiais, 687 pessoas morreram, entre as quais 98 crianças, e 1.774 ficaram feridas no Líbano desde o início do recomeço dos confrontos militares entre Israel e o Hezbollah, a que se somam cerca de 800 mil deslocados.






