O deputado municipal e porta-voz do grupo do Chega na Assembleia Municipal de Barcelos, António Manuel Reis, anunciou este domingo a sua desvinculação destas funções, mantendo-se como deputado municipal independente.
O agora ex-porta-voz do Chega na Assembleia Municipal de Barcelos explica que a decisão resulta de um “modelo de funcionamento interno incompatível com os princípios de maturidade democrática, assente na personalização do poder, na ausência de mecanismos de democracia interna, na desconfiança sistemática e numa cultura de confronto permanente, inclusive entre eleitos”.
“Quando a prioridade deixa de ser o mandato conferido pelos eleitores e passa a centrar-se na gestão de protagonismos e ambições pessoais, o projeto político deixa de servir a comunidade”, sustentou, em comunicado
Segundo António Reis, a cessação de funções já “foi formalmente comunicada” à Assembleia Municipal.
O deputado municipal de Barcelos refere ainda que nunca foi militante do partido Chega, mas que aceitou o cargo “com sentido de responsabilidade institucional” e com o objetivo de “contribuir para o debate político local e defender os interesses da população”.
Nas eleições autárquicas de 2025, o Chega elegeu um vereador, Paulo Ralha, e sete deputados municipais, um dos quais passou agora a deputado municipal independente.
O Executivo municipal de Barcelos é composto pelo presidente, Mário Constantino Lopes, pelos vereadores Carlos Eduardo Reis, Dalva Rodrigues, José Paulo Matias, Filipe Pinheiro, Elisabete Silva e Pedro Ferreira, pela coligação ‘Barcelos Mais Futuro’ (PPD/PSD.CDS-PP/BTF), Armandina Saleiro, Nuno Martins e Raquel Torres, eleitos pelo PS, e Paulo Ralha, eleito pelo partido Chega.
Para a Assembleia Municipal o PPD/PSD.CDS-PP conseguiu 38 mandatos, o PS 18, o Chega sete, a IL um e o movimento também elegeu um.






