O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, afirmou esta segunda-feira que os iranianos foram os “vencedores indiscutíveis” do conflito com os Estados Unidos, após o anúncio de um acordo preliminar para cessar as hostilidades e reabrir o estreito de Ormuz.
“Nesta fase, podemos afirmar com convicção que vocês, o povo heróico do Irão, foram os vencedores indiscutíveis deste conflito”, declarou Khamenei, numa mensagem transmitida pela emissora estatal iraniana.
O dirigente iraniano argumentou que a República Islâmica emergiu da crise como “uma grande potência” e considerou que a posição dos Estados Unidos saiu enfraquecida após o confronto.
“A transição da arrogância para a fraqueza tornou-se evidente para todos”, afirmou, referindo-se a Washington, acrescentando que a resposta adequada por parte dos iranianos passa por um “esforço incansável para alcançar um Irão forte”.
Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do país após a morte do seu pai e antecessor, Ali Khamenei, assassinado nas fases iniciais da ofensiva militar conjunta conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro.
As declarações surgem depois de Washington e Teerão terem alcançado, no domingo, um acordo preliminar destinado a colocar um termo às hostilidades no Médio Oriente.
O entendimento foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que o classificou como um acordo de paz e informou que prevê o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano.
Segundo Sharif, que atuou como intermediário nas conversações, a ratificação formal do acordo deverá ocorrer na próxima sexta-feira, em Genebra, informação posteriormente confirmada pelas duas partes.
A primeira fase do entendimento contempla a cessação das operações militares e a reabertura do estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Numa segunda etapa, as partes deverão iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, uma das principais fontes de tensão entre Teerão e Washington nas últimas décadas.
Com Executive Digest






