A tempestade tropical Arthur formou-se esta quarta-feira ao largo da costa do Texas, tornando-se o primeiro ciclone nomeado da atual época atlântica. O fenómeno surge em pleno Mundial de futebol, que decorre nos Estados Unidos, Canadá e México, e motivou alertas para inundações potencialmente perigosas no sudeste americano, segundo o ’20 Minutos’.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, Arthur formou-se junto à costa texana com ventos máximos sustentados de cerca de 65 km/h. O sistema deverá deslocar-se para nordeste ao longo da costa do Texas, antes de avançar para o sudoeste da Louisiana.
O principal risco não está na força do vento, mas na chuva. As autoridades meteorológicas alertaram para a possibilidade de inundações repentinas e alagamentos urbanos com risco de vida até sexta-feira em vários estados, incluindo Texas, Louisiana, Mississippi, Alabama, Geórgia e Flórida.
Também foram emitidos avisos para a possibilidade de tornados, subida do nível do mar em zonas costeiras e precipitação intensa, que poderá prolongar a ameaça durante o fim de semana. Em algumas áreas, a acumulação de chuva pode ser muito elevada, agravando o risco de cheias rápidas.
O Texas é um dos estados anfitriões do Mundial de 2026, com Dallas a receber até nove jogos, incluindo uma meia-final. A cidade fica no norte do estado e longe das zonas costeiras mais diretamente ameaçadas pela tempestade, mas o aparecimento de Arthur volta a chamar a atenção para o impacto potencial do clima extremo numa competição disputada em várias regiões da América do Norte.
A época de furacões no Atlântico decorre entre 1 de junho e 30 de novembro. Arthur surge assim nas primeiras semanas da temporada, numa altura em que meteorologistas e autoridades locais acompanham de perto a evolução de sistemas tropicais no Golfo do México e no Atlântico.
Para o Mundial, o alerta não significa, para já, uma ameaça direta aos jogos em Dallas, mas reforça a importância dos planos de emergência meteorológica. Num torneio distribuído por três países e 16 cidades, as condições climáticas podem tornar-se um fator adicional de pressão para organizadores, adeptos e equipas.
Com Executive Digest






