O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, alertou esta sexta-feira para as dificuldades sentidas por algumas praias na contratação de nadadores-salvadores, defendendo que as alterações climáticas estão a criar novos desafios à vigilância das zonas balneares.
À margem da cerimónia de hastear da Bandeira Azul na Praia Fluvial do Faial, na Vila de Prado, que considerou como um “bom exemplo”, Pimenta Machado considerou que Portugal está a seguir “o caminho certo” na qualificação das praias, mas admitiu que subsistem aspetos a melhorar.
“Há um outro tema que é o dos nadadores-salvadores. Hoje em dia há uma grande procura e, aqui e acolá, temos algumas dificuldades”, afirmou.
Segundo Pimenta Machado, a mudança dos padrões climáticos está a alterar a duração e a intensidade da utilização das praias, obrigando a repensar os períodos de vigilância. “Com as alterações climáticas, o período balnear começa a não estar tão alinhado com aquilo que eram os tempos do passado. Isso lança novos desafios também ao nível dos nadadores-salvadores”, explicou.
O presidente da APA apontou ainda a qualidade da água, sobretudo nas praias fluviais, como uma das áreas que exige maior atenção. Apesar disso, destacou os progressos alcançados pelo país, lembrando que Portugal registou este ano 488 praias, marinas e embarcações distinguidas com Bandeira Azul.
No caso da Praia Fluvial do Faial, considerou tratar-se de um exemplo a seguir. “Tem boa água, é segura e dispõe de boas infraestruturas”, afirmou, destacando a importância destas praias para a coesão territorial e para o acesso das populações do interior a espaços balneares de qualidade.
Para Pimenta Machado, a manutenção dos elevados padrões de segurança e qualidade exigidos pela Bandeira Azul dependerá da capacidade de responder a desafios emergentes, entre os quais a disponibilidade de nadadores-salvadores e a adaptação das praias às novas condições climáticas.






