Israel e o Hezbollah chegaram a acordo para restabelecer um cessar-fogo, segundo várias fontes familiarizadas com as negociações.
O cessar-fogo deveria entrar em vigor às 16h00 locais e foi mediado pelos Estados Unidos e pelo Catar, de acordo com uma fonte conhecedora do processo. Uma outra fonte diplomática com conhecimento das negociações afirmou que o acordo contou com a mediação do Catar, dos Estados Unidos e do Irão.
O deputado libanês do Hezbollah, Hassan Fadlallah, disse à Reuters que o Irão tinha informado o grupo de que as negociações com os Estados Unidos não poderiam prosseguir sem a implementação de um cessar-fogo abrangente.
Fadlallah apelou ao governo libanês para que rejeitasse quaisquer negociações diretas com Israel enquanto os ataques israelitas ao Líbano continuassem, e afirmou que Washington tinha a responsabilidade de garantir que Israel cessasse os seus ataques e cumprisse os termos do acordo.
ISRAEL FICA NO LÍBANO
Num briefing realizado na tarde desta sexta-feira, um porta-voz das Forças de Defesa de Israel recusou confirmar a existência de um cessar-fogo.
“Continuamos a agir de acordo com as orientações políticas em vigor. Enquanto essas orientações não forem alteradas, continuaremos a atuar em conformidade”, afirmou o porta-voz.
Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que as tropas israelitas vão permanecer no sul do Líbano “durante o tempo que for necessário” para proteger as comunidades do norte de Israel.
Numa declaração divulgada nas redes sociais, após o anúncio da morte de quatro militares israelitas em território libanês, Netanyahu garantiu que
“Israel não tolerará ataques” contra os seus soldados ou território e prometeu impor ao Hezbollah um “preço elevado” pelas ações do grupo.
Com CNN






