Um esquema de prostituição baseado na cidade de Milão foi descoberto numa investigação da Polícia Financeira da cidade e, esta terça-feira, foi revelado pela imprensa italiana que cerca de 50 jogadores da Serie A, incluindo vários de AC Milan e Inter Milão, estão envolvidos por contratarem mulheres para favores sexuais.
De acordo com os relatos avançados pelo La Gazzetta dello Sport, os ‘cabecilhas da operação milionária são Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, sendo que os nomes dos atletas que usufruíram destes serviços foram rasurados das ordens judiciais.
Há ainda indicações de que também um piloto de Fórmula 1 está envolvido neste escândalo, devido às mensagens presentes nessa ordem de justiça, que referia que tinham “um amigo na Fórmula 1 que quer uma namorada paga”.
Segundo a mesma fonte, esta organização começou a promover eventos e estes serviços em 2019, tendo mesmo continuado durante a pandemia do covid-19.
Mas o mais chocante ainda não está contado. Conforme relata uma testemunha ao portal italiano, Buttini e Ronchi acabavam por reter cerca de 50% dos pagamentos, dando o resto às mulheres solicitadas. Houve ainda um caso de uma mulher colombiana que foi forçada a prostituir-se, em 2022, por 1.000 euros, que representava apenas metade do que teria sido acordado.
Os documentos de tribunal adiantam ainda que houve um caso muito grave em dezembro de 2025. Uma troca de mensagens faz parecer que houve mesmo uma mulher que acompanhou um jogador muito conhecido, que teve o seu nome rasurado, e que acabou com uma gravidez.
“Não digas a ninguém, mas acabei de fazer um teste e estou grávida, mais do que três semanas, portanto…”, pode ler-se nas mensagens citadas pelo La Gazzetta dello Sport.
Houve ainda mais um caso que pode colocar em sérios problemas alguns jogadores da Serie A, já que há relatos e registos de ser utilizado o chamado ‘gás do riso’, que é usado de forma comum para exponenciar a euforia nas acompanhantes e clientes, e não sendo uma droga considerada como melhoria de performance desportiva, não era detetada pelos testes recorrentes feitos aos atletas ao longo das temporadas.
Vários jogadores de equipas italianas foram ‘apanhados’ a receber várias chamadas dos organizadores destes eventos e serviços, com um relato de que houve “oito chamadas feitas para um jogador muito conhecido”, pelo que este escândalo pode mesmo vir a ter repercussões ainda mais complicadas para os envolvidos.
De acordo com a mesma fonte, os jogadores acabaram por ser de um “número significante” e residentes na zona de Lombardy e a jogar em equipas de Milão. A operação terá gerado mais de um milhão de euros em lucros ilícitos, naquele que é agora um dos conhecidos lados negros da cidade italiana de Milão.






