O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, estimou este sábado que a reposição do paredão de Moledo, em Caminha, que “colapsou” na última segunda-feira, custará “entre três e quatro milhões de euros”.
O responsável, que falava aos jornalistas depois de avaliar o estado do paredão de Moledo, no concelho de Caminha, adiantou que dentro de 15 dias vai arrancar uma operação para estabilizar o muro antes do início da época balnear.
“Temos para esta zona uma intervenção a dois tempos. Uma emergente e imediata para minimizar o impacto na época balnear, reduzindo o risco para pessoas e bens. A outra mais robusta e estrutural. É preciso fazer sondagens para refazer o muro, tornando-o mais resiliente à ação do mar. É preciso lançar um concurso público, contratar um projetista, fazer o projeto e depois abrir concurso para a empreitada”, explicou Pimenta Machado.
O presidente da APA sublinhou que o trabalho a realizar na praia de Moledo será feito “em equipa, com a Câmara de Caminha e a Junta de Freguesia”.
Pimenta Machado adiantou que com o fim das tempestades “o mar vai trazer a areia que levou”, mas que não se sabe “se vai trazer tanta como a que levou”.
INTERVENÇÃO NA DUNA DOS CALDEIRÕES
Revelou ainda que, em breve, a APA vai assinar um protocolo com a Câmara de Caminha, “para financiar o projeto do paredão de Moledo e na duna dos Caldeirões, em Vila Praia de Âncora”.
O responsável revelou ainda que o balanço das ocorrências causadas pelo “comboio de tempestades” que atingiu o litoral do país, vai ser apresentado, na quarta-feira, na sede da APA Norte, no Porto com a presença da ministra do Ambiente.
“Nessa sessão serão apresentadas as intervenções a realizar, umas urgentes e imediatas e outras mais a curto e médio prazo para tornar a linha de costa do país mais resiliente”, apontou.
GRANDE PREJUÍZO
A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, lamentou o “grande prejuízo” causado pela derrocada do paredão, quer “para Moledo como para o concelho de Caminha, numa altura em que se aproxima a época balnear”.
“Nesta zona de Moledo vive-se muito a época balnear, com a vinda de turistas e com um problema destes deve criar bastante atenção”, afirmou a autarca social-democrata, destacando que o mar “comeu, em altura, mais de um metro e meio de areia”.
Liliana Silva realçou a “importância da intervenção na duna dos Caldeirões e, no assoreamento, muito grande, junto a uma rampa de socorro a náufragos”.






