O PCP apelou em Vila Verde à adesão à greve geral de 3 de junho, explicando os motivos que levaram a CGTP-IN a convocar a paralisação, nomeadamente a oposição à proposta do novo pacote laboral que o Governo pretende agora aprovar na Assembleia da República.
Em nota ao jornal ‘O Vilaverdense’/PressMinho, os comunistas dizem que, ao longo desta semana, desenvolveram uma “vasta ação” de mobilização e contacto com trabalhadores da administração local, do Hospital da Misericórdia, do sector têxtil, da indústria transformadora, entre outros sectores.
“Os contactos realizados reforçaram a compreensão de que as medidas em causa visam perpetuar a precariedade, aprofundar a injustiça do banco de horas, acabar de enterrar a contratação coletiva e legitimar os despedimentos ilegais”, afirma o partido, sublinhando que a greve geral de 3 de junho “será o momento determinante para dar o último empurrão a este pacote laboral que já enfrenta uma ampla rejeição social”.
Para o PCP, “a jornada de luta servirá para demonstrar ao Governo que a tentativa de impor estas alterações à martelada encontra uma barreira firme nos trabalhadores de Vila Verde e de todo o país”.
O partido de Paulo Raimundo reafirma a intenção de “deitar abaixo” um conjunto de normas que “apenas servem para degradar as condições de vida e de trabalho” e reafirma a necessidade de “uma política que valorize quem trabalha, que coloque como prioridade o aumento geral dos salários e ponha fim à desregulação laboral”.
“(…) Não basta esperar pela decisão dentro das paredes do Parlamento, é necessário intervir, lutar e resistir”, remata o PCP.
Fernando Gualtieri (CP7889)






