Uma das mulheres que foi detida após um acidente de rope-jumping tirar a vida uma jovem de 21 anos, no Brasil, terá instruído funcionários da empresa a apagaram as imagens do momento da queda.
A investigação decorre ainda, mas segundo o que conta esta segunda-feira o g1, um dos funcionários do grupo Entre Cordas explicou às autoridades que Evelyne dos Santos, responsável pelo grupo, ordenou-lhe que recolhesse a câmara GoPro usada pela jovem que morreu, Maria Eduarda de Freitas.
Terá sido também ordenado a este funcionário, identificado como Luis Gustavo, que apagasse os vídeos feitos durante a atividade.
“Ela falou: ‘Gustavinho, a gente precisa. Traz a câmara, a gente precisa dessa câmara, a gente precisa apagar o vídeo.’ Essas foram as palavras”, contou o funcionário, citado pelo g1.
Outras três testemunhas contaram que viram alguém retirar a câmara presa à jovem logo após a queda, sem identificar se se tratava de Luis Gustavo ou não.
SALTOS DESORGANIZADOS
Recorde-se que a jovem foi lançada de uma ponte sem lhe terem sido colocadas as cordas de segurança que a fariam ficar suspensa.
As conclusões do relatório policial indicam também que os saltos eram “feitos com significativa desorganização operacional”, apontando a “ausência de isolamento adequado da área” e um “elevado número de saltos em reduzido intervalo de tempo, o que potencializa falhas humanas e compromete a segurança”.
O Entre Cordas operava de forma clandestina há mais de um ano, sem registo de empresa formal.
A investigação apontou ainda que há três meses um outro acidente aconteceu no mesmo local onde a atividade era desenvolvida, na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
Em causa esteve o momento em que o mecanismo de travagem da corda que estava colocado num menino de nove anos falhou.
Há quatro pessoas que estão indiciadas neste caso: para além da responsável do grupo, Evelyne dos Santos, foram também indiciadas as pessoas que lançaram a jovem: Vitor de Freitas, Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff.






