A CDU acusou o Governo de desfigurar o Conselho de Ministros em Guimarães transformando-o numa “ação de propaganda política”, de onde saíram declarações “pouco sentidas de patriotismo” e “várias más decisões” para o distrito.
A coligação PCP/PEV frisa, este domingo em comunicado ao jornal O Vilverdense/PressMinho, que do Conselho de Ministro não saiu “qualquer palavra sequer para os trabalhadores dos sectores têxtil, vestuário, calçado, indústria, serviços e comércios acerca da salvaguarda dos seus direitos, valorização do seu trabalho e rendimentos” ou sobre a defesa do Serviço Nacional de Saúde.
“Nenhuma palavra sobre a promoção da Escola Pública, incluindo sobre a grande confusão que está instalada na correção dos exames nacionais, demonstrando um total desrespeito pelos alunos e pelo seu futuro. Nenhuma palavra sobre a salvaguarda do direito à Habitação e combate à especulação”, aponta a CDU.
Ou seja: “saíram poucas soluções para os problemas das populações do distrito, várias más decisões e muita propaganda”.
Referindo que a reunião dos Paços dos Duques aconteceu poucos dias após o chumbo do pacote laboral – “questão central na estratégia do Governo e do grande capital” -, aquela força política diz que o Executivo AD “não retirou as devidas conclusões dessa derrota política”.
A CDU manifesta reservas quanto ao anúncio da ligação BRT entre Guimarães e Caldas das Taipas, considerando que “a opção representa o abandono da solução ferroviária entre Braga e Guimarães”, que considera ser “a mais adequada para ligar as duas principais cidades do distrito”.
Na área da Justiça, a CDU entende que “o Governo se desresponsabilizou ao transferir para a Câmara Municipal a execução do futuro Campus da Justiça e das obras de manutenção dos equipamentos do Ministério”.
PAULO PORTAS: APROVEITAMENTO POLÍTICO
Contudo, reconhece “a importância dos investimentos previstos para o Parque D. Afonso I, no campus de Azurém da Universidade do Minho, e para a valorização do rio Ave”, mas defende que “continuam por esclarecer os encargos financeiros que caberão ao município de Guimarães”.
A coligação considera a nomeação de Paulo Portas para coordenar o Comissariado Nacional das Comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede, “representa um aproveitamento político e partidário das comemorações e desvaloriza o papel das instituições e da comunidade académica de Guimarães”.
“[…] A deslocação do Governo a Guimarães foi uma oportunidade perdida para considerar propostas justas, necessárias e exequíveis, muitas delas reclamadas há longo tempo por diversas forças sociais e órgãos autárquicos locais”, conclui a CDU.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






