Veneza quer aumentar de forma significativa a taxa cobrada aos turistas que visitam a cidade apenas durante o dia. Segundo o jornal The Independent, o novo presidente da câmara, Simone Venturini, propôs subir o valor atual, que começa nos cinco euros, para uma taxa que poderá chegar aos 50 euros nos períodos de maior pressão turística.
A cidade italiana tornou-se, em 2024, a primeira do mundo a cobrar uma taxa de entrada a excursionistas. O valor atual é de cinco euros para quem compra com antecedência, mas sobe para 10 euros quando o pagamento é feito nos três dias anteriores à visita.
A proposta agora defendida por Venturini é muito mais pesada. O autarca quer que Veneza possa aplicar valores entre 30 e 50 euros em dias particularmente movimentados, quando determinados limites de reservas forem atingidos.
A medida terá ainda de ser apresentada ao Governo e ao Parlamento italianos.
O objetivo, segundo o presidente da câmara, é transformar a taxa num instrumento mais eficaz para dissuadir visitas de um só dia durante os períodos de maior concentração turística.
Venturini defende que a taxa de acesso é atualmente o “único instrumento prático” de que Veneza dispõe para gerir o fluxo diário de visitantes e ajudar a financiar a manutenção e proteção da cidade. O autarca argumenta que os excursionistas criam custos adicionais em limpeza, transportes e segurança pública, mas contribuem menos para a economia local do que os turistas que pernoitam.
Em 2026, a taxa será aplicada durante 60 dias da época alta, contra 54 dias em 2025. A cobrança funciona entre as 08h30 e as 16h00, período em que os visitantes devem apresentar um código QR nos pontos de acesso à cidade.
O pagamento pode ser feito no site Venezia Unica, na estação Venezia Santa Lucia ou em tabacarias. Depois de pagarem, os visitantes recebem um código QR que pode ser verificado à entrada.
Os turistas que reservem alojamento e passem a noite em Veneza ficam isentos da taxa. A lógica da autarquia é favorecer estadias mais longas, que deixam maior impacto económico na cidade, em vez de visitas rápidas que pressionam ruas, transportes e serviços públicos.
Com Executive Digest






