Portugal pediu o envio de quatro aviões Canadair e de uma equipa da Unidade Militar de Emergências (das Forças Armadas espanholas) para o combate aos incêndios que lavram no país na sequência da onda de calor e depois de ter acionado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, detalhou esta sexta-feira o Ministério da Administração Interna (MAI).
Os Canadair serão integrados no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) logo que estejam disponíveis, indicou o MAI,
Além do pedido de aviões e da equipa militar, Portugal acionou também o mecanismo de cooperação bilateral com Espanha e Marrocos, tendo o país vizinho disponibilizado “já no dia de hoje” um Canadair, que já integra o dispositivo nacional.
“Considerando as previsões meteorológicas de grande adversidade, com valores extremos que não se verificavam desde 2001, os incêndios de elevada complexidade ativos no país e o número de ocorrências que se têm registado, o Governo decidiu acionar, esta sexta-feira, o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia”, justifica o Ministério tutelado por Luís Neves.
BARRIL DE PÓLVORA
O MAI sublinha, no entanto, que apesar do pedido de ajuda internacional o país não esgotou a sua capacidade operacional. “A prevenção é a forma mais eficaz de proteger pessoas, bens e o nosso património natural.
Trata-se, portanto, de um acionamento preventivo e de antecipação, que tem como objetivo reforçar o dispositivo de combate, tendo em conta a evolução das condições climatéricas excecionais, e dos próprios incêndios ativos, que poderão vir a exigir um esforço acrescido.”
Portugal entrou em “situação de alerta” à meia-noite, cenário que vai vigorar até às 23h59 de segunda-feira, devido ao “agravamento significativo” do risco de incêndio que, como disse Luís Neves, podem transformar-se num “barril de pólvora”.
Com Agências






