Paulo Raimundo vai propor um aumento de 50 euros nas pensões a partir de julho. O líder do PCP sustenta que o aumento do custo de vida afeta, sobretudo os mais velhos.
O secretário-geral do PCP defendeu, este sábado, “um contributo importantíssimo” a subida intercalar de 50 euros das pensões a partir de 1 de julho que os comunistas vão propor, perante “o brutal aumento do custo de vida”.
“A nossa reivindicação é simples. É dar resposta, não é a resposta toda necessária, mas dar um contributo [para apoiar] milhares e milhares e milhares de reformados que estão a enfrentar uma situação muito difícil”, justificou o líder do PCP, Paulo Raimundo.
À margem de uma visita à feira agropecuária Ovibeja, que decorre até domingo em Beja, o secretário-geral comunista lembrou que os reformados e pensionistas “já estavam” a enfrentar dificuldades, mas, agora, estão “perante este brutal aumento do custo de vida que afeta todos”.
“E, de forma significativa, os mais velhos”, que têm de lidar com o facto de “o custo da alimentação [ter] um peso muito acima da média”, vincou.
Por isso, “uma medida concreta” proposta pelo PCP é, “a partir de 1 de julho, 50 euros de aumento para todas as reformas e pensões”.
“E é como disse: não resolve tudo, mas é um contributo importantíssimo, numa medida que se exige, de forma intercalar, para enfrentar o aumento do custo de vida”, reiterou Paulo Raimundo, assinalando que, “infelizmente”, existe “uma diferença muito grande entre aquilo que são os anúncios e a propaganda e a vida depois difícil”.
O PCP já tinha anunciado, em comunicado, que vai propor no parlamento um aumento intercalar de 50 euros para todas as pensões a partir de 1 de julho.
O grupo parlamentar do partido pretende que esta proposta abranja todos os pensionistas e referiu que, “ao contrário dos suplementos extraordinários que os governos têm decidido, consolida no montante global de cada pensão e no cálculo da sua evolução futura”.
Na quarta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro considerou ser cedo para um aumento permanente das pensões mais baixas, mas admitiu um novo suplemento extraordinário se as finanças públicas permitirem.
“Nós também queremos lá chegar, mas é cedo. Vamos primeiro colocar o país no trilho certo, a crescer com mais robustez e a ganhar, do ponto de vista económico, o fogo para poder tomar uma decisão desse calibre”, disse.






