O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha chamou esta quinta-feira a chefe da embaixada de Israel em Madrid para lhe transmitir um protesto pela detenção de membros da Flotilha ‘Global Sumud’, que pretendiam chegar a Gaza.
Já a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, condenou a apreensão de embarcações da flotilha, onde estavam embarcados 24 cidadãos de Itália, e exigiu “a libertação imediata de todos os italianos detidos ilegalmente”.
Fontes do Governo espanhol disseram que a encarregada de negócios da embaixada de Israel foi chamada esta quinta-feira com urgência ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e que lhe foi transmitida a “condenação enérgica” do Executivo de Madrid por causa da interceção dos barcos da flotilha humanitária que pretendia alcançar as costas do território palestiniano da Faixa de Gaza.
As mesmas fontes disseram que a embaixada e o consulado de Espanha em Israel estão em contacto com os organizadores da flotilha, que saiu inicialmente de Barcelona, no nordeste de Espanha.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, está também “a falar com homólogos” dos países com nacionais que estavam na flotilha e que foram detidos, disseram as fontes do Executivo espanhol.
Cerca de 30 pessoas com passaporte espanhol que integravam a flotilha foram detidas pelas autoridades de Israel, segundo os organizadores da iniciativa.
A relatora especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, já condenou a abordagem em águas internacionais, acusando Israel de um “apartheid sem fronteiras”.
“Como é possível que Israel tenha permissão para atacar e apreender navios em águas internacionais mesmo em frente à Grécia, na Europa?”, questionou Albanese, numa mensagem publicada nas redes sociais.






