O vereador do PS na Câmara de Guimarães, Ricardo Costa, nega ter mentido no processo de compra de 22 hectares de terreno em Ribeira de Pena para instalação de um projeto de cannabis medicinal pela empresa Neogreen. E refere que o caso surge em vésperas das eleições internas na Federação Distrital de Braga do PS, a que se candidata
O socialista, e candidato derrota à autarquia vimaranense, reagia assim,
em comunicado, a uma reportagem da passada sexta-feira do ‘Prova dos facto’, da RTP1. A reportagem relatava que no processo de compra conduzido por Ricardo Costa, foi garantido existir um pré-licenciamento do Infarmed para a concretização do projeto, versão que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde nega.
O também membro da Comissão Política Nacional do PS reconhece ter uma participação minoritária de 5% na empresa Neogreen Innova, Lda., mas, contudo, nega ter representado a empresa no negócio quando era deputado na Assembleia da República.
Conta que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) condicionou a viabilidade da exploração à cedência compensatória de um terreno com dimensão equivalente noutra localização, condição que inviabilizou o projeto em Ribeira de Pena.
Em alternativa a Neo green adquiriu outro terreno, em Fafe, com cerca de 30 mil m2, para o qual foi transferida a pré-licença inicialmente atribuída ao projeto em Odemira
Ainda segundo a RTP1, o terreno comprado pela Neogreen em Ribeira de Pena propriedade dos Compartes dos Baldios da União das freguesias de Ribeira de Pena (Salvador) e Santo Aleixo de Além-Tâmega, inclui uma parcela de outro proprietário, situação que nem aquela entidade nem a Câmara Municipal se mostraram disponíveis para esclarecer.
Ricardo Costa regista que a reportagem surge em contexto de eleições internas na Federação Distrital de Braga PS, a 19 de junho, a que se candidata.
Fernando Gualtieri (CP 7889) com Grupo Santiago






