A terceira edição do INDEX, bienal de arte e tecnologia, regressa a Braga de 7 a 17 de maio com que um programa que a organização promete “explosivo”, e nomes como Hito Steyerl, McKenzie Wark, Forensis &Bill Kouligas e José Gil.
O programa abre no Theatro Circo com ‘The Drum and The Bird’, um espetáculo apresentado em estreia mundial de Forensis e Bill Kouligas, sobre uma investigação do coletivo Forensic Architecture sobre o colonialismo alemão na Namíbia.
No mesmo espaço, os Supersilent trazem Lawrence Abu Hamdan de volta ao evento, numa performance construída em colaboração e por encomenda do INDEX e do Rewire (Países Baixos), o coletivo Zabra estreia um novo trabalho no Gnration e o coreógrafo Arkadi Zaides apresenta “TALOS”, sobre movimento, tecnologia e o futuro das fronteiras.
Nota ainda para um concerto do duo Nídia & Valentina, que junta a portuguesa Nídia à percussionista italo-britânica Valentina Magaletti.
Trinta startups nacionais vão integrar a delegação portuguesa no 4YFN (‘4 Years from Now’), evento integrado no Mobile World Congress (MWC) que decorre entre hoje e 05 de março, em Barcelona, anunciou a Startup Portugal.
EXPOSIÇÃO PELA CIDADE
A exposição da terceira edição da bienal espalha-se pela cidade, entre o Theatro Circo, o Gnration, o Mosteiro de Tibães, o Forum Arte Braga e o Muzeu, incluindo obras de Hito Steyerl, Raven Chacon, Gabriel Abrantes, Cemile Sahin e Shuang Li, entre outros, sob curadoria de Joel Valabrega, que foi curadora do Pavilhão do Luxemburgo na Bienal de Veneza de 2024.
Na programação de conferências, estão agendadas palestras da australiana McKenzie Wark, conhecida pela obra ‘Manifesto Hacker’, entre outras, o francês Yves Citton, especialista em literatura e ‘media’, e os portugueses José Gil, Sofia Miguens e António Guerreiro.
Estão ainda previstas ações de serviço educativo, pelo Braga Media Arts, ao abrigo do Circuito, com oficinas sobre filocriatividade por Joana Rita Sousa.
SOBRE O INDEX
A par de um desenvolvimento ímpar, os exponenciais avanços tecnológicos levados a cabo nas últimas décadas têm também conduzido a uma maior fragmentação política e social, ao florescer de extremismos e desigualdade económica, a uma massiva vigilância algorítmica e, inevitavelmente, à progressiva redefinição das relações de poder, reconfigurando o conceito de soberania, agora refém das omnipresentes gigantes tecnológicas.
Será esta a matéria para o regresso da bienal INDEX a Braga, de 7 a 17 de maio de 2026, propondo uma reflexão alargada sobre as múltiplas relações entre Poder, Arte e Tecnologia, manifestadas através de um programa diverso, composto por espetáculos, conferências, uma exposição e ações de cariz educativo, que ocuparão diferentes locais da cidade.
O INDEX é uma iniciativa da Braga Media Arts que visa explorar as relações entre arte e tecnologia, promovendo o diálogo e a reflexão sobre as questões emergentes nestas áreas. Insere-se no âmbito do plano de ação de Braga enquanto Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts, contando com o apoio do município de Braga e promovido pela empresa Faz Cultura EM.






