O vereador da Iniciativa Liberal na Câmara de Braga, Rui Rocha, alertou esta segunda-feira para a “absolutamente inaceitável” sobrelotação do Estabelecimento Prisional da cidade, sublinhando que a situação é praticamente de rutura.
Falando na reunião quinzenal do Executivo, Rui Rocha apontou que a lotação prevista é de cerca de 90 reclusos, mas disse ser recorrente que ali estejam 140 ou 150. Acrescentou que “chegará a haver” 180.
A isto, juntou a alegada escassez de guardas prisionais, podendo “haver momentos” em que haverá apenas dois disponíveis.
“É uma situação absolutamente inaceitável”, referiu, apelando ao presidente da câmara para fazer “pressão política” para a resolução do problema.
Na resposta, e em declarações aos jornalistas, o presidente da câmara, João Rodrigues (PSD/CDS-PP-PPM), disse que a sobrelotação da prisão é um problema de décadas e revelou haver “vontade” do Governo de criar “um grande centro prisional” para servir Braga, Guimarães e Viana do Castelo.
No entanto, e apesar de se manifestar preocupado com o problema, considerou que aquele “não parece ser o investimento mais prioritário para Braga neste momento”.
Disse mesmo que este “deve ser o décimo assunto, ou o vigésimo assunto, mais importante” da reunião de Câmara desta segunda-feira.
“Cá em Braga, muito honestamente, não me parece que seja a nossa prioridade. Não é essa a minha prioridade, pelo menos”, apontando as novas instalações da GNR e da PSP como dossiês “muito mais prioritários”.
Em fevereiro, numa resposta à Lusa, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais reconheceu a sobrelotação da cadeia de Braga.






