A CDU de Vila Verde exigiu, esta segunda-feira, a remunicipalização do serviço de recolha do lixo no concelho, criticando o que diz ser “o caos da gestão privada”.
“É uma evidência que o atual contrato não cumpre, nem nunca cumpriu, os mínimos exigíveis, deixando acumular resíduos pelas ruas, com consequências evidentes para a saúde pública e para a qualidade de vida no concelho”, referem os comunistas.
Em comunicado, a CDU acrescenta que “os últimos desenvolvimentos, marcados pelo anúncio do executivo liderado pelo PSD da rescisão do contrato com a Luságua e pelo desmentido público no dia seguinte por parte da própria empresa, confirmam o que a CDU tem vindo a alertar: o modelo de entrega de serviços públicos essenciais a interesses privados é um erro estratégico, em que quem paga são os vilaverdenses”.
Para a CDU, “a situação que se vive nas ruas de Vila Verde não é um acidente ou um erro de percurso, mas a consequência inevitável de uma política de direita que prefere ‘lavar as mãos’ das responsabilidades municipais e transformar aquilo que devia ser um serviço público num negócio”.
“A CDU considera inaceitável que o executivo liderado pelo PSD tente agora desculpar-se com falhas de terceiros quando foi o próprio executivo que desenhou e defendeu este modelo de gestão”, apontam os responsáveis da CDU.
CÂMARA DEVE ASSUMIR
Os comunistas entendem que “a única solução é a remunicipalização da recolha de lixo. É inaceitável continuar a gastar dinheiro do erário público para pagar um serviço que não é prestado com eficiência nem responde às necessidades da população. É por isso urgente reavaliar o contrato em vigor e avançar o sentido da remunicipalização da recolha de resíduos, garantindo eficácia, transparência e proximidade à população”.
Para a CDU, “esta solução é a única que pode assegurar que o serviço de recolha de lixo seja prestado com regularidade e respeito pelos cidadãos, preservando simultaneamente o rigor das contas públicas”.
“A CDU reafirma, assim, o seu compromisso em bater-se por uma solução que traga respeito, dignidade e qualidade de vida aos vilaverdenses”, conclui o comunicado.






