Na descrição publicada na campanha, Rosa Leite, de 54 anos, começa por enquadrar a sua situação atual: “Encontro-me numa situação extremamente delicada. Estou a viver num quarto partilhado, em condições muito difíceis a nível emocional e psicológico, e tenho de sair até ao dia 30 de abril. Não tenho para onde ir”.
A bracarense explica que a sua vida sofreu uma mudança profunda após a morte do filho mais velho: “Perdi o meu filho mais velho, que faleceu aos 30 anos. Desde esse dia, entrei numa depressão profunda. Essa dor levou-me a perder praticamente tudo, incluindo a minha casa”. Desde então, refere, tem vivido em quartos partilhados, sem condições de privacidade ou estabilidade.
Um dos pontos centrais do seu apelo é o desejo de voltar a ter um lar onde possa viver com o filho menor: “A maior dor que carrego hoje (…) é não poder viver com o meu filho menor por não ter uma casa para o receber. O meu maior sonho neste momento é simples: ter novamente um lar”.
Rosa Leite afirma ainda que já tentou várias alternativas, mas sem sucesso, sublinhando que precisa de apoio para suportar custos iniciais como cauções e renda: “Já tentei todas as alternativas possíveis e, sozinha, não consigo suportar os custos iniciais de arrendamento (…) Qualquer contribuição — pequena ou grande — fará uma diferença enorme”.
A campanha apela à solidariedade para que a cidadã possa recuperar estabilidade habitacional e emocional, pedindo também a partilha da iniciativa: “Peço de coração a quem puder ajudar que contribua ou partilhe esta campanha”.






