A morte de Carlos Alberto Videira do Órfão, em Vigo, Espanha, continua envolta em mistério. Porém, o caso foi reaberto e uma nova investigação trouxe novidades, como por exemplo, o facto de suspeitos e vítimas terem feito 35 chamadas entre si no dia em que, alegadamente, ocorreu o homicídio.
O homicídio do português Carlos Alberto Videira do Órfão em Porriño, Vigo, Espanha, continua envolta em mistério, apesar de já terem passado oito anos da sua morte e cinco desde que o corpo foi encontrado.
Na passada sexta-feira, o El Periodico Extremadura, revelou que o novo relatório da Guarda Civil coloca um dos suspeitos do homicídio na cena do crime.
Segundo a mais recente investigação das autoridades espanholas, que contou com a colaboração de um grupo especializado da Unidade Operacional Central (UCO), no dia em que se acredita que Carlos foi morto, a 13 de outubro de 2018, foram realizadas 35 chamadas entre a vítima e os três suspeitos e isto num período de cerca de cinco horas.
Além disso, os repetidores de sinais de telemóvel deram conta que pelo menos o telemóvel de um dos suspeitos esteve junto ao poço onde o português foi, posteriormente, encontrado morto, no dia que tudo indica que foi assassinado.
Como recorda o jornal espanhol, estas conclusões são um passo importante para a investigação, uma vez que um dos argumentos utilizados pelo juiz de instrução para arquivar o caso, o ano passado, foi que nenhum dos telemóveis dos suspeitos investigadores tinham sido detetados na propriedade de Cerquido, onde o corpo foi encontrado.
Outra das razões apontadas pelo magistrado para arquivar o processo foi o facto de as autoridades não terem conseguido estabelecer, com exatidão, a data da morte, devido à grande margem de erro fornecida pelos médicos legistas.
Contudo, agora, pela primeira vez desde que o caso está a ser investigado, os peritos forenses da Imelga avançaram com uma data. O mais certo é que Carlos Alberto Videira Órfão tenha morrido no dia 13 de outubro de 2018, dia em que foi visto pela última vez.
Recorde-se que o corpo de Carlos, que era natural de uma aldeia de Viana do Castelo, só foi encontrado no dia 21 de fevereiro de 2021, mais de dois anos após a vítima ter sido vista pela última vez e encontrava-se em avançado estado de decomposição.
Após ter sido arquivado, em outubro de 2025, foi reaberto em janeiro deste ano.
ASSASSINADO À MARTELADA
Carlos Alberto Videira do Órfão, então com 37 anos de idade, residia em Vigo, onde se dedicava à compra e venda de automóveis usados. Segundo a imprensa espanhola, o português foi assassinado com golpes desferidos na cabeça, com um instrumento contundente.
As autoridades desconfiam que os suspeitos tenham usado um martelo para levar a cabo o crime, mas pode ter sido também um pau forte.
Carlos deixou de ser visto a 13 de outubro de 2018. Mas só no dia 3 de novembro de 2018 é que a namorada, de nacionalidade colombiana, com quem ele residia é que reportou o desaparecimento às autoridades.
O português terá sido atraído para uma oficina de automóveis clandestina, situada na Rua Severino Cobas, de Vigo. Aí terá sido assassinado e depois atirado a um poço, semidespido.
Carlos era conhecido das autoridades. Tinha diversas queixas relacionadas com alegadas burlas no âmbito da sua atividade profissional. No entanto, não se sabe, ainda para já, se a sua morte estará relacionada com estas circunstâncias.






