A Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) viu aprovadas duas candidaturas ao Programa de Apoio a Projetos da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), promovido pela Direção-Geral das Artes (DGArtes), obtendo um financiamento de 240 mil euros.
Em comunicado enviado às redações, a FBAC, em Nova de Cerveira, explica que os dois projetos apoiados no âmbito do concurso, intitulados ‘Religar’ e ‘Formas de Estar’, vão ser “desenvolvidos entre 2026 e 2028, consolidando o papel da fundação enquanto entidade promotora de iniciativas artísticas de relevância nacional e colaborativa”.
O “projeto ‘Religar’, no qual a FBAC assume o papel de entidade representante, será desenvolvido em parceria com a Córtexcult – Associação Cultural e a Câmara Municipal de Loulé”, Algarve, e “envolve artistas, artesãos, curadores e comunidades de Vila Nova de Cerveira, Arraiolos [no distrito de Évora] e Loulé, estabelecendo ainda uma ligação transfronteiriça com a Galiza”.
Apoiado com 120 mil euros, este projeto “pretende articular investigação, produção, mediação e circulação artística através de residências, oficinas e apresentações públicas, com o objetivo de revitalizar ofícios tradicionais e promover o diálogo entre territórios e comunidades”.
A “fase final do projeto, prevista para outubro de 2027 e março de 2028, incluirá a produção de obras inéditas, a edição de um catálogo bilingue e a realização de um documentário”.
Já o projeto ‘Formas de Estar’ “será igualmente apoiado com 120 mil euros”, propondo-se a iniciativa “repensar o papel dos museus e das instituições culturais enquanto espaços de imaginação coletiva, através da realização de 106 atividades em parceria com o município de Castelo Branco (entidade responsável), a FBAC, a Fundação CGD – Culturgest [Lisboa], o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado [igualmente na capital portuguesa] e, o Centro de Artes de Sines [distrito de Setúbal]”.
“Estruturado em três eixos – hospitalidade radical, museu como arena pública e curadoria participada – o projeto aposta em modelos de coprogramação, mediação transversal e circulação híbrida de obras e artistas, promovendo uma ecologia institucional inovadora”, adianta a fundação.
RECONHECIMENTO DO TRABALHO
Para o presidente da FBAC, Rui Teixeira, citado na nota à imprensa, o financiamento da DGArtes “representa um reconhecimento do trabalho da FBAC na criação e colaboração em iniciativas que unem a arte contemporânea, territórios e pessoas, em parceria com instituições e agentes culturais de reconhecido relevo no panorama nacional”.
Integrada “na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea através do Museu Bienal de Cerveira, a FBAC consolida o seu papel na promoção de projetos colaborativos que estimulam a circulação de artistas, obras e conhecimento, fortalecendo o setor artístico e as redes de criação e mediação da arte contemporânea em Portugal”.
Na passada quinta-feira, a DGArtes anunciou que o segundo programa de apoio da RPAC, com uma dotação de dois milhões de euros, vai financiar 19 projetos, de 36 entidades, estando agora o concurso na fase de audiência de interessados, antes da divulgação dos resultados finais. Os resultados provisórios foram na altura comunicados aos candidatos, entidades e equipamentos integrados na RPAC.






