A Câmara de Braga realizou, ao longo de 2025, um total de 1443 intervenções no âmbito da proteção civil e da proteção ambiental, consolidando uma atuação técnica e operacional focada na prevenção de riscos, na segurança das populações e na proteção do território.
A autarquia avança esta terça-feira que, no plano técnico, foram efetuadas 13 vistorias para avaliação das condições de segurança e realizadas 197 avaliações de risco relacionadas com situações de desmoronamento de estruturas edificadas, deslizamentos de terras e queda de elementos construtivos.
“Estas intervenções refletem uma monitorização contínua das vulnerabilidades urbanas, integrada numa estratégia municipal de mitigação de perigos estruturais e salvaguarda do espaço público”, refere a autarquia.
Integrada na Unidade de Planeamento de Emergência, Riscos e Proteção Ambiental (UPERPA), a Secção de Operações e Proteção Ambiental (SOPA) manteve igualmente “uma forte atividade operacional” ao longo do ano, assegurando apoio logístico a operações de proteção civil e socorro, a fiscalização do cumprimento das normas ambientais e a articulação com as forças de segurança em situações de agressão ao ecossistema.
CAPACIDADE DE RESPOSTA
No domínio ambiental, foram realizadas 58 verificações de descargas ilegais em linhas de água, 119 verificações ambientais e 166 ações de silvicultura, evidenciando um compromisso permanente com a preservação dos recursos naturais e a prevenção de riscos associados à degradação ambiental.
A Câmara avança ainda que durante o ano foram ainda registados 275 alertas relacionados com limpeza de vias e sinalização de perigo e 122 ocorrências no âmbito da prevenção e resposta a inundações, “números que demonstram a capacidade de resposta do município perante fenómenos meteorológicos adversos e situações de emergência local”.
Ao nível operacional, a SOPA assegurou 112 apoios logísticos a operações, promoveu 288 ações de eliminação de sobrantes e biotriturações e realizou 93 ações de recolha de sobrantes e trabalhos com trator e reboque, contribuindo de “forma significativa” para a redução do risco de incêndio rural e para a manutenção da segurança em zonas urbanas e periurbanas.
Para Altino Bessa, vice-presidente da Câmara, estes resultados demonstram a eficácia da estratégia municipal.
“Estes indicadores evidenciam uma política municipal assente na prevenção estruturada e na intervenção qualificada. Os números alcançados em 2025 demonstram que Braga não reage apenas às ocorrências; antecipa riscos, intervém preventivamente e protege o seu território de forma integrada. Esta é a prova de que investimos na segurança, na fiscalização ambiental e na proteção das comunidades”, afirma o também vereador do Ambiente da Proteção Civil.
Bessa sublinha que o reforço da capacidade operacional da UPERPA e da SOPA traduz uma visão estratégica da ação municipal. “Estamos a falar de centenas de intervenções que evitam danos maiores, reduzem vulnerabilidades e promovem um concelho mais seguro e ambientalmente responsável. A proteção civil e a proteção ambiental são hoje dimensões indissociáveis da qualidade de vida dos bracarenses”, diz Altino
“O balanço de 2025 demonstra a crescente capacidade de prevenção, monitorização e intervenção do município, reforçando uma atuação integrada que conjuga proteção civil, fiscalização ambiental e gestão do território”, conclui o autarca.







