O SINTAB pediu a realização de reuniões urgentes com os administradores de insolvência responsáveis pelas empresas Conceitos Avulso, Celeste Actual e Nofícios, bem como com as câmaras municipais de Guimarães e Vizela.
A solicitação do sindicato, afeto à CGTP-IN, acontece na sequência da grave situação social criada pela insolvência das empresas do Grupo Celeste, que deixou “mais de 300 trabalhadores subitamente sem emprego”. Na sua maioria, os operários do Grupo Celeste residem e trabalhava nos concelhos de Guimarães e Vizela, onde se localizam as duas unidades industriais daquele grupo.
“Trata-se de uma realidade que levanta sérias preocupações sociais, uma vez que várias destas famílias enfrentam já situações de vulnerabilidade económica, resultantes da perda abrupta de rendimentos”, alerta o SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal em comunicado enviado ao PressMinho/‘O Vilaverdense.
O sindicato considera “fundamental articular esforços entre os administradores de insolvência, as autarquias e a organização sindical, de forma a acompanhar o impacto social desta decisão e encontrar caminhos que permitam proteger os trabalhadores e as suas famílias”.
Aquela estrutura sindical quer discutir, paralelamente, a possibilidade de ajuda no desbloqueamento de entraves técnicos e burocráticos que dificultam a resolução económica para os trabalhadores.
GARANTIR JUSTIÇA
Defende como “essencial” afirmar um princípio de justiça elementar: todos estes trabalhadores trabalhavam, na prática, para a mesma realidade empresarial e com o mesmo objetivo produtivo, apesar de estarem formalmente distribuídos por três empresas distintas.
É a partir daqui que o SINTAB sustenta que “todos os trabalhadores devem poder ser ressarcidos das dívidas laborais através da massa insolvente existente no conjunto do Grupo, independentemente da empresa a que estavam formalmente vinculados”.
Alerta para que “a faturação registada nos últimos meses de atividade da empresa principal do Grupo será, por si só, suficiente para garantir pelo menos o pagamento integral dos salários em dívida aos trabalhadores, o que reforça a necessidade de assegurar que esses valores sejam canalizados para a satisfação prioritária dos créditos laborais”.
“A prioridade absoluta neste processo deve ser garantir justiça para os trabalhadores que durante anos asseguraram a atividade deste grupo empresarial, impedindo que fiquem desprotegidos perante uma situação de insolvência que não criaram”, defende o sindicato, que espera pela a marcação das reuniões, reiterando a sua “total disponibilidade para trabalhar com todas as entidades envolvidas na procura de soluções que salvaguardem os direitos e a dignidade dos trabalhadores afetados”.
Fernando Gualtieri (CP 7889)
Foto SINTAB






