A secretária de Estado da Habitação afirmou em Guimarães que o Governo não tem “uma varinha de condão” para resolver o problema de habitação e sublinhou a importância do trabalho conjunto entre administração central e autarquias.
Na visita que fez aos bairros da Emboladoura, Nossa Senhora da Conceição e da Atouguia, na companhia do presidente da Câmara, Ricardo Araújo, Patrícia Costa destacou o compromisso do Governo em promover condições de habitação digna em todo o território nacional.
“Estamos totalmente comprometidos em que a dignidade habitacional seja uma realidade para todos. Isso exige reorganizar processos, otimizar a gestão e garantir que as pessoas se sintam mais próximas de quem decide”, afirmou.
A governante reconheceu que os desafios da habitação exigem planeamento e tempo de execução, mas garantiu que está a ser definido um caminho para concretizar intervenções nos bairros visitados.
“Não há uma varinha de condão para os problemas da habitação. Isto exige tempo, mas o mais importante é definir uma estratégia, garantir financiamento e trabalhar em parceria com a autarquia para transformar esse trabalho em intervenções concretas”, sublinhou.
“PRIORIDADE CENTRAL”
Ricardo Araújo explicou que convidou a secretária de Estado a deslocar-se a Guimarães para conhecer no terreno a realidade habitacional do concelho. “A senhora secretária de Estado fez questão de vir a Guimarães não apenas para uma reunião institucional, mas para conhecer a realidade, os bairros e as casas. Demonstrou a vontade de estar próxima do terreno e de perceber como vivem as famílias”, frisou.
O autarca voltou a sublinhar que a habitação é uma “prioridade central” do atual mandato e recordou que o município já está a avançar com novas soluções no âmbito do programa nacional 1.º Direito.
“Disse que a habitação seria uma prioridade do meu mandato. E é mesmo. Vamos avançar com a construção das primeiras 75 habitações ao abrigo do programa 1.º Direito, destinadas às famílias em maior situação de vulnerabilidade económica e social”, afirmou.
Além da construção de novas habitações, Ricardo Araújo destacou a necessidade de reforçar a oferta pública e garantir melhores condições no parque habitacional existente.
“Queremos aumentar a oferta de habitação pública, que possa servir outros segmentos da população, nomeadamente os mais jovens e a classe média, que muitas vezes também têm dificuldade em comprar ou arrendar casa. Estamos a trabalhar para que seja complementada com o aumento da oferta de habitação privada. Temos um longo caminho pela frente”, declarou.
Ricardo Araújo assegurou a disponibilidade da Câmara em colaborar na gestão e manutenção dos bairros sob responsabilidade do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), admitindo mesmo a possibilidade de o município assumir essa responsabilidade. ´
“Estamos disponíveis para qualquer modelo. Aquilo que eu quero mesmo é garantir habitação digna para todos aqueles que vivem nestes bairros”, afirmou, defendendo intervenções ao nível das infraestruturas, dos espaços comuns e um acompanhamento de proximidade que permita respostas mais rápidas às necessidades dos moradores.
Fernando Gualtieri (CP 7889)






